Vôlei Amil acabou. E o torcedor campineiro? Ah, para a empresa é mero detalhe…

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Abro minha caixa de entrada do correio eletrônico e recebo um comunicado de que a Amil retirou o patrocínio do time de vôlei feminino. Ou seja, se não ocorrer uma mobilização da Prefeitura de Campinas e de dirigentes para encontrar um novo apoiador privado, os jogos realizados na Arena do Concórdia serão parte do passado.

Não adianta culpar A, B ou C. As jogadoras e a comissão técnica liderada por José Roberto Guimarães fizeram a sua parte. Chegaram em decisões de campeonato, mostraram um jogo de alto nível e se não conseguiram chegar ao pico é pelo fato de que equipes como SESI, Unilever e Osasco encontrarem-se em nível melhor.

A medida escancara infelizmente os vícios e defeitos da administração do vôlei brasileiro. Por que é de se perguntar: será que no momento de tomar sua decisão, a Amil levou em consideração a paixão de milhares de campineiros que lotavam o ginásio em todos os jogos? E o espaço destinado pela imprensa? Será que apenas e tão somente o valor investido deve ser levado em conta. E mais: se a empresa só bancava pela presença de Zé Roberto é porque algo não tinha sido bem fundamentado e viabilizado.

A verdade é que infelizmente o vôlei, na ânsia de ser moderno e profissional, deixou algo fundamental de lado e existente até no mercado esportivo norte-americano: a paixão. E isso também tem relação com política esportiva. Por ser um mundo paralelo em relação a outras modalidades olímpicas, o vôlei brasileiro desenvolveu um espirito de mascate, em que times e jogadoras trabalham ao sabor da vontade e desejo de um patrocinador. Não existe a preocupação de propagar um vinculo longo.

Por que quando existe o vinculo, você pensa duas vezes antes de realizar a ruptura. Infelizmente, para muitos do vôlei brasileiro, mais do que criar vínculo com uma comunidade, o lucro está acima de tudo. Que os profissionais envolvidos consigam arranjar outro patrocinador e Campinas continue no mapa do vôlei feminino do Brasil.

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