Vasco da Gama não aproveita a fase de sucesso. Agora, paga o preço. Na hora errada…

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Não dá para fugir da constatação: a situação do Vasco da Gama é dramática. Três treinadores renomados (Paulo Autuori, Dorival Junior e Adilson Baptista) não deram um padrão de jogo e jogadores limitados impediram voos mais altos no Brasileirão. Está na zona do rebaixamento e a normalidade aponta derrota para o Atlético Paranaense na última rodada.

Lógico, apontar a falta de aptidão de Roberto Dinamite para o cargo de presidente e as contratações erradas é o caminho mais fácil. Afinal, é impossível aprovar uma zaga lenta e limitada como a formada em boa parte do certame com Jomar e Cris. Um ponto, no entanto, algo fugiu da análise: a falta de discernimento em aproveitar a passagem de Rodrigo Caetano em São Januário.

Executivo de peso e talhado para o sucesso no mundo da bola, Caetano revolucionou a administração vascaína enquanto esteve à frente até 2011. Não podemos esquecer a conquista da Copa do Brasil de 2011 e a disputa ponto a ponto com o Corinthians no Brasileirão do mesmo ano, mesmo com deficiências e o técnico tampão Cristovão Borges.

Na época, os salários estavam em dia, a estrutura funcionava e o Vasco parecia talhado ao crescimento sustentável. No entanto, um detalhe fundamental foi esquecido: a preparação de um sucessor. Quando os reais do Fluminense falaram mais alto e Rodrigo Caetano arrumou as malas, o Vasco não tinha um sucessor natural para o cargo e as tentativas feitas posteriormente não deram resultado. A estrutura virou de ponta a cabeça e o reflexo aconteceu de imediato: uma péssima campanha no Brasileiro e a revolta da torcida, que até invadiu os vestiários para protestar.

Sem querer fazer trocadilho, o Vasco virou uma nau a deriva. Pois é, um parafuso perdido basta para desmontar tudo. Pena, o Vasco sente isso na pele. E na hora errada.

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