USP quer abraçar as políticas afirmativas. Que bom!

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A Universidade de São Paulo está prestes a tomar uma decisão revolucionária: conceder um bônus para alunos oriundos de escolas públicas e que se declarem como negros ou pardos.

Não é a adoção pura e simples das cotas, mas é o sinal claro de que a entidade acadêmica reconhece o déficit da sociedade paulista com o povo afro-descendente.

Sim, porque nos últimos anos São Paulo vive na contra mão das políticas afirmativas. O que é implantado e aceito em outras comunidades, em terras paulistas é encarado como um tormento sem limites, capaz de gerar debates com ressentimentos de ambos os lados.

Por que isso acontece? Simples: o Estado de São Paulo é o local certamente em que os preconceitos saltam aos olhos. Negros, nordestinos, judeus e todo tipo de pessoa que foge ao estereotipo clássico do Paulista tem dificuldades na busca de um lugar ao sol. Quando pressionados, o discurso dos paulistas está na ponta da língua: somos um estado democrático, prontos a receber todo mundo, etc, etc, etc…

Quem sabe com a sua principal universidade mais aberta às camadas mais excluídas da sociedade, estas palavras finalmente viram realidade.

 

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