Uruguai comprova: seres humanos também podem ser campeões!

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Preste atenção nos programas de esporte. Eram 44 minutos do segundo tempo. A bola é cortada na defesa, a bola fica com Soares, que toca para Diego Forlan, habilidoso e técnico na conclusão. Era o terceiro gol uruguaio, o novo campeão da Copa América. Agora, veja, duas, três vezes, o essencial: Forlan balançou as redes e imediatamente foi na direção da torcida, do seu povo.

Talvez essa seja o segredo do Uruguai. É uma equipe com limitações claras, mas é organizada taticamente e que se sente integrante do seu pais. Todos os jogadores ganham bons salários, estão em boa situação financeira, mas quando calçam as chuteiras, sentem-se representantes de uma nação pobre, envelhecida pobre e sofrida. Não fica nas coletivas clamando elogios baratos ou pensando em propagandas. Jogam futebol e possuem ética até o último grau.

Confesso sentir inveja. Sim, porque os jogadores brasileiros em termos técnicos são infinitamente melhores do que os uruguaios. Mas não são desse país. Parece que vestem a camisa amarela como se estivessem prestando um favor, uma caridade.

É só comparar as entrevistas coletivas. No Uruguai, todos possuem consciência de que fazem um dever profissional, mas executam com simpatia e alegria. Na Seleção Brasileira, todos (eu disso todos!) comportam-se como verdadeiros deuses diante dos microfones, pessoas que não podem sofrer perguntas indesejadas. Exemplo prático: na Copa do Mundo, jornalistas relataram que atletas brasileiros não atendiam jornalistas de seu país, mas abriam o sorriso quando o questionamento era executado em outro idioma.  

O Uruguai dignifica um torneio mediano como a Copa América. Mostra que gente como carne e osso pode ser campeã. Que existe validade em jogar por uma causa ou país. Que sirva de lição para os candidatos ao escrete canarinho.

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