Uma proposta para o Estádio do Pacaembu

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O Corinthians faz oficialmente a sua despedida oficial do Estádio do Pacaembu no jogo deste domingo contra o Flamengo. A diretoria conta as horas para assumir de vez o Itaquerão e lucrar o suficiente para pagar a pesada conta imposta pela sua construção. Mas algo paira no ar: o que fazer com o estádio mais tradicional da cidade de São Paulo? A Prefeitura, mantenedora do empreendimento, já encaminhou pedido para o Santos transformá-lo em segunda casa. Ainda não ocorreu resposta oficial, mas o presidente em exercício, Odílio Rodrigues, já declarou a reportagem do jornal “O Estado de São Paulo” que topa assumir o desafio. O blogueiro quer ir além. Considera que há possibilidade de deixar o estádio em atividade e sem prejuízo aos clubes, antenado na era das arenas modernas e dos ingressos exorbitantes.

Os quatro gigantes paulistas, em curto ou médio prazo terão arenas para administrar. O Santos utiliza a Vila Belmiro, o São Paulo aposta suas fichas no Morumbi, o Palmeiras terá um Palestra Itália remodelado e o Corinthians atenderá os anseios de torcedores da zona leste. Cada uma dessas equipes terá, no mínimo, 29 jogos a disputar em seus domínios na temporada. Ou seja, 10 pelo torneio estadual e o restante pelo Campeonato Brasileiro. Isso sem contar duelos pela Copa do Brasil, Sul-Americana e Copa Libertadores da América, uma boa fonte de lucro.

Qual a ideia? Simples: um acordo de cavalheiros ser estabelecido e cada uma das equipes realizar durante o ano três partidas no Pacaembu, sendo uma pelo Campeonato Paulista e uma em cada turno do Brasileirão. A Federação Paulista e a CBF tratariam de utilizar a tabela para viabilizar que, uma vez por mês, uma equipe se apresentaria no local. Não existiria a necessidade de nem serem os clássicos, natural atrativo de renda e público para os novos estádios. Duelos contra médios e pequenos atrairiam a atenção no Pacaembu e certamente atrairiam um contingente maior de torcedores se fosse nos novos estádios.

Mais: a final do Campeonato Paulista poderia ser em jogo único e sempre disputado no Pacaembu. Ou seja, ao final da temporada, o Pacaembu seria utilizado por 13 oportunidades e os clubes teriam ainda, na pior das hipóteses, 26 jogos para lucrarem e sustentarem seu negócio. É uma alternativa que se chegasse às mãos da Federação Paulista infelizmente dificilmente sairia do papel. Por um motivo: pensar em soluções simples e práticas não é a praia dos nossos dirigentes.

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