Uma análise sobre a temporada do Guarani em 2015

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Com recursos contados e ainda envolvido em guerras judiciais, o Guarani tenta um reencontro com sua história. A análise da temporada bugrina não pode ser feita de maneira afobada. É preciso checar suas nuances, diretrizes, armadilhas e personagens. Existe a frustração por ter deixado escapar os acessos na Série A-2 do Campeonato Paulista e na terceirona nacional. Mesmo assim, ao compararmos anos anteriores existiu uma nítida evolução no gramado. Uma nota 5 é adequada.

Na Série A-2, o Alviverde começou sob o comando de Marcelo Veiga em ritmo avassalador com 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas. Depois, uma série de tropeços fez com que o time saísse do radar da zona de classificação.

A chegada de Ademir Fonseca empreendeu uma reação, mas foi insuficiente para a conquista do acesso, especialmente após a derrota para o Velo Clube por 1 a 0 no Brinco de Ouro e diante de 9.678 pagantes. No final, a equipe ficou na oitava colocação com 32 pontos, três atrás do Água Santa, de Diadema. Evolução constatada se levarmos em consideração a edição da Série A-2 do ano passado quando terminou na 14ª posição com 22 pontos, 14 pontos de diferença para o então quarto colocado Marília.

Vem a terceirona, Ademir Fonseca é mantido e o começo da fase classificatória foi fatal para as pretensões de promoção. Nas quatro rodadas iniciais, a equipe disputou 12 pontos e faturou três. Paulo Roberto Santos apareceu, não embalou e Pintado quase operou o milagre. Nas cinco partidas em que sentou no banco de reservas, o saldo foi de 11 pontos.

Ao terminar na sexta posição com 29 pontos e ter perdido a vaga para as quartas de final para o Brasil de Pelotas no saldo de gols (10 a 6), o gosto de cabo de guarda chuvas foi inevitável. No ano passado, o Guarani ficou em sétimo lugar com 24 pontos, dois atrás do Macaé, quarto lugar.

Para o ano de 2016, a expectativa é que recursos cheguem de modo suficiente e que no gramado Pintado seja capaz de montar um time competitivo e deixar no passado a dependência do armador Fumagalli, que há tempos não conta com a mobilidade de antigamente. As missões são pesadas. A paciência da torcida é finita. Contratações e o planejamento foram quesitos antecipados. Resta saber se a colheita acontecerá.

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