Torcidas Organizadas: não está na hora de separar o joio do trigo?

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Após a derrota para o Grêmio, em Porto Alegre, o técnico Tite chegou escoltado no Aeroporto devido aos protestos da torcida, que pedia sua saída devido ao Campeonato Brasileiro decepcionante. No Vasco da Gama, membros de torcidas organizadas invadiram os vestiários e pediram uma mudança de postura de dirigentes, jogadores e integrantes para evitar o rebaixamento do Clube da Cruz de Malta. Alguns atletas chegaram até ameaças de morte.

Ao acompanhar a coletiva do presidente do Guarani, Álvaro Negrão, na sexta-feira á tarde, percebi a presença de muitos torcedores de agremiações organizadas. Anteriormente, estas mesmas pessoas tinham feito reuniões com o dirigente para comprovar que o técnico Tarcísio Pugliese seria demitido.

Lógico, os atos de alguns desses torcedores são deploráveis, o que muitas vezes prejudicam os próprios clubes do coração. Vide a perda de mando de jogos que já atingiu o Palmeiras, Corinthians e que agora paira também sobre o São Paulo.

No entanto, falo com sinceridade que não consigo demonizar todos os torcedores organizados. Existe uma parcela – pequena, é verdade – que ama o clube e deseja o melhor para ele.  E poderia ficar integrado ao dia a dia do futebol para interferir em seus destinos de modo correto. Um caminho seria além de conceder o direito de voto ao sócio torcedor montar em cada clube um conselho consultivo formado especificamente por essas pessoas e que teria em determinadas situações poder de veto para algumas definições do departamento de futebol. Condições para fazer parte da assembleia? Não ter passagem pela Polícia e jamais ter sido denunciado por qualquer ato de vandalismo em estádios de futebol. Em qualquer um desses casos, a perda de vaga seria automática. Quanto as torcidas organizadas, uma nova legislação deveria ser construída na formatação de fiscalização mais efetiva e punições severas para quem transgredir as normas vigentes.

O que não dá é continuar do jeito que está, com torcedores sendo personagens influentes na vida do clube e todo mundo fingindo que não é. Tática do avestruz não resolve para ninguém. Inclusive no futebol.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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