Todos querem tirar Feliciano. Mas o que faremos com seus milhões de seguidores?

0
12

Os principais jornais do país abordam nesta terça feira o movimento de pastores da Assembleia de Deus para defender o pastor Marco Feliciano e sua estadia na presidência da comissão de Direitos Humanos. Ao mesmo tempo, um novo vídeo na internet mostra o pastor com críticas contundentes a John Lenon e aos Mamomas assassinas. A postura do deputado gerou indignação até da Secretaria de Igualdade Racial, Luiza Bairros e da Ministra de Direitos Humanos, Mário do Rosário. Ambas exigem providências para tirar o parlamentar da comissão de direitos humanos.

Nem preciso dizer que são fatos lamentáveis. No entanto, após acompanhar os debates e controvérsias com o pastor nestes últimos dias, digo sem medo de errar: sua saída da comissão, infelizmente não vai melhorar nada a situação.

O motivo é simples: Feliciano está na Câmara dos Deputados porque muitos, milhares de pessoas concordam com ele. Tem opiniões e visão que flertam com a homofobia, racismo e todo tipo de preconceito e que tentam influenciar os mais próximos embalados por uma série de versículos bíblicos geralmente tirados do contexto. Ao sair da comissão, Feliciano continuará sua peregrinação pelo país e falando sem amarras essas e outras ideias para milhares de fieis. Gente sem voz em comissão alguma do congresso nacional, mas com participação na sociedade. Obviamente, tentam repassar essas ideias ao distinto público como se fosse algo natural.

Dá para afirmar com segurança que a movimentação da sociedade civil será inútil se a própria comunidade evangélica não tomar as rédeas do debate e iniciar uma frente de conscientização para transmitir a verdadeira mensagem do evangelho. Pastores e líderes de igrejas históricas e com espirito cidadão precisam realizar uma intervenção mais firme com o propósito de resgatar o sentido da Bíblia Sagrada, que é de propagar o Plano da Salvação e outros conceitos essenciais como comunhão, solidariedade e amor ao próximo. Especialmente com aqueles que pensam diferente de nós, Cristãos.

Feliciano representa apenas uma parte dos Cristãos, que ainda se encontram no Século 17 ou 18. E não querem sair de lá. Nossa tarefa é arrombar esta porta virtual e pregar a Palavra de Deus com sentido de Cidadania. Isso sim, faria diferença.

SHARE
Previous articleSobre o corporativismo do futebol brasileiro…
Next articleMargareth Thatcher: dama de ferro ou de gelo?
Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here