Todo mundo quer fisgar uma boquinha nos clubes…

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Apesar da recusa da opinião, a política e o futebol andam juntos. Até demais para o meu gosto. O próximo ano, por exemplo, será um prato cheio pois os principais clubes do Brasil tirarão as suas urnas do armários e irá definir os mandatários. Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Guarani, Ponte Preta….a lista parece interminável, assim como os interesses envolvidos.

Interessante observar que, á primeira vista, quase nenhum clube deveria despertar interesse, pois são verdadeiras bombas relógios. O São Paulo talvez seja saudável e o Santos tenha diminuído seu déficit. Mas no Palestra, os gastos chegaram ao absurdo de R$ 100 milhões e no Corinthians, apesar da presença de Ronaldo, os débitos dobraram de R$ 70 milhões para R$ 140 milhões. O que dizer então dos clubes campineiros que nos últimos seis anos produziram prejuízo conjunto de R$ 157 milhões.

Esses números apenas provam a velha máxima: sai ano, entra ano, e os clubes continuam geridos apenas para satisfazer vaidades pessoais e socorrer biografias em apuros. A saúde financeira da agremiação fica relegada ao segundo plano por causa do receio em encarar as reivindicações das arquibancadas. Infelizmente, faltam estadistas aos clubes brasileiros. E como ninguém, excetuando-se o Internacional, não abre os pleitos aos sócios torcedores – o que ampliaria e legitimaria o colégio eleitoral –, o destino será o ostracismo e a falência em médio ou longo prazo. Uma pena.

 

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