“The Walking Dead” já deu o que tinha que dar

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Só a primeira temporada foi realmente interessante e capaz de gerar alguma emoção

– por André Lux, crítico-spam
Apesar de manter o bom nível técnico, só a primeira temporada de “The Walking Dead” foi realmente interessante e capaz de gerar alguma emoção, basicamente por apresentar algum propósito na busca dos sobreviventes por respostas e até mesmo uma cura para a praga que transformava todo mundo em zumbis.Da segunda temporada em diante essa busca foi deixada de lado e sobrou acompanhar os protagonistas perambulando de um lado para o outro enquanto são perseguidos por zumbis ou encontram outros sobreviventes que ou são bonzinhos como ele ou são psicopatas malvados que desejam prendê-los ou até servi-los em banquetes canibais.

Outro problema é que como antagonistas, os mortos-vivos são muito fracos e sem graça, já que não passam de seres desmiolados e decrépitos cuja motivação única é agarrar e morder os humanos não-infectados. Por um tempo até dá para aturar isso, mas chega uma hora que perde a graça e aí os zumbis viram figurantes em sua própria série, obrigando os roteiristas a concentrarem o foco nos dramas pessoais dos protagonistas, que aqui, verdade seja dita, são muito rasos, para não dizer chatos.

Outra coisa que incomoda é que depois de sete temporadas da série, não tem qualquer lógica eles continuarem achando comida em supermercados ou bares, já que tudo que foi produzido antes do apocalipse zumbi já teria estragado. O que levanta outra questão: quanto tempo dura um morto-vivo sem ter seu corpo totalmente apodrecido e se desfazer?

Enfim, tudo isso seria perdoável se a série tivesse mantido algum senso de propósito, de busca ou redenção, personagens mais interessantes e dramas menos mundanos e banais, já que a série se passa num mundo destruído e infestado por monstros. Do que jeito que está, já deu. Faz tempo.

Cotação: * *

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