Técnicos explicam a escassez de gols no Paulistão

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A Folha de São Paulo desta segunda-feira traz uma interessante abordagem sobre a escassez de gols no Campeonato Paulista. Segundo a reportagem, a média não passa de 2,57, a pior entre todos os campeonatos regionais que contam com times na primeira divisão. A primeira vista, é um dado até contrapruducente ao se verificar que o Corinthians tem um atacante do porte de Liedson, o São Paulo aposta suas fichas em Fernandinho, o Palmeiras conta com Adriano Michael Jackson marcando gol dia e noite e o Santos…bem, a Vila Belmiro tem Neymar e futuramente apostará em Paulo Henrique Ganso.

O excesso de estrelas produz contradição, mas a coerência encontra-se no banco de reservas. Tite agora começa dar sua cara ao Corinthians em cima de seus pilares sagrados: prioridade na defesa e contra-golpes mortais. Felipão, por sua vez, nunca escondeu de ninguém a sua filosofia de trabalho. Em primeiro lugar, arruma-se um posicionamento coerente na defesa e depois parte-se na construção de um setor ofensivo contundente.

Paulo César Carpegiani ficou mundialmente conhecido por seu trabalho na Seleção paraguaia. A defesa com o zagueiro Gamarra e o lateral-direito Arce era um paredão quase intransponível. Só foi eliminado da Copa do Mundo de 1998 no frigir das almas e graças ao gol de ouro.

No Santos, a fase é de transição. O ex-treinador Adilson Baptista tentou de todas as formas encontrar uma maneira de incrementar o ataque santista. Foi incompreendido e posteriormente descartado.

Ou seja, enquanto a cabeça dos comandantes priorizar a busca de bloqueio dos espaços, dificilmente o torcedor será premiado com jogos em que a beleza dará a tônica. Infelizmente.

 

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