Técnicos da Velha Guarda são atropelados e perdem espaço. Até quando?

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Celso Roth demorou quase um ano para arrumar emprego. Cristóvão Borges está no Flamengo, mas já começa a ficar ameaçado e alguns já falam em Cuca e Oswaldo de Oliveira em seu lugar. No Palmeiras, Marcelo Oliveira precisa comprovar a cada dia que suas conquistas no Cruzeiro não foram fruto do acaso. Típico boleiro, Marcelo Fernandes precisa falar mais alto na entrevista coletiva e dizer aos altos brados de que tem serventia para o Santos.

Enquanto isso, Eduardo Baptista resistiu a uma ameaça de demissão no Sport e lidera o torneio; Guto Ferreira já celebrou o vice-campeonato na Série B e colocou a Ponte Preta na oitava colocação do Brasileirão. No Atlético-PR, o então desconhecido Milton Mendes, após campanha avassaladora na Ferroviária conduz o Furacão com mão de ferro.

As descrições acima demonstram uma revolução silenciosa no futebol brasileiro. A chuteira pendurada no banco de reservas está dando lugar a Ciência do Esporte e a metodologias refinadas de montagem de estratégias.

Apesar de formado em Educação Física, Celso Roth é adepto da escola consagrada por anos e anos no futebol brasileiro. Seu perfil é do técnico disciplinador, adepto ao comportamento fora do gramado e que acredita o futebol como palco do esforço e do sacrÍficio. Coloque nesta escola nomes como Luis Felipe Scolari e Emerson Leão.

Do outro lado, temos a “turma da Academia”, gente fissurada em estudar o adversário, conhecer novas estratégias e obcecados por detalhes. Gente que pode até nunca ter batido em uma bola, mas capazes de criar alternativas de jogadas e de posicionamento de um jogo para o outro e sem alterar a formação inicial.

A atual classificação do Campeonato Brasileiro demonstra que a velha guarda está com dificuldades de adaptar-se aos novos tempos e fugir do destino de figurarem antecipadamente nos livros de histórias. Convenhamos: a cada dia a missão torna-se difícil.

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