Sobre o Guarani…

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Tudo leva a crer que a Magnum terá a proposta referendada pela Justiça. Vai conseguir anular o leilão e pagar os credores. E Horley Senna vai se vangloriar como o único e total vencedor. Não vou dar parabéns a ele. Dou parabéns ao Guarani. Por que terá a chance de se reerguer e ser competitivo. Isso não é bom, é ótimo.

Agora, fica a pergunta: a que custo tudo isso foi feito?

O Guarani hoje está como uma família que luta por uma herança e quando é definido um vencedor, o saldo é o ressentimento, o ódio, a separação. Sim, porque um clube que já teve 15 mil sócios hoje ser resumido a 150 votantes em assembleia é um claro sinal de desinteresse e abandono.

O Guarani deixou de ser um clube e virou um cenário de guerra. Em que tentam transmitir que existem dois lados e cujo o objetivo é que fiquem permanentemente em guerra. Vale até agressão física se for possível. Dirigentes históricos estão afastados e alguns são tratados como personas non gratas. Isso é correto? Pense e tire suas conclusões.

Fui uma das vítimas. Desde o dia 02 de dezembro sou proibido de entrar no Brinco de Ouro. Porque quis fazer jornalismo. Quis simplesmente retratar os fatos. Toda a rotina da minha família se alterou. A cada dia, tarde ou noite que saio para trabalhar o que prevalece é a agonia e a tensão da minha família por temer a minha integridade. Medo de que eu não retorne para casa. Tudo por causa de um clube de futebol. Torcedores apoiaram a medida? Torcem para que aconteçam o pior?Decidi ignorar quem apoia a barbárie, o regime de exceção, a violência pela violência.

Não pirei porque o jornal e a rádio em que atuo me apoiaram de modo integral. E por causa de alguns colegas e amigos que guardo no coração. Mas também fui abandonado, desprezado por pessoas que se dizem jornalistas, solidárias, mas que abandonam os colegas a própria sorte. Não existe sentido de solidariedade, coleguismo. Um salve-se quem puder. Tudo por dinheiro, audiência, poder. Vale tudo. Inclusive torcer pelo insucesso alheio. Prepotência, arrogância e individualismo é o que prevalece em nossa categoria, queiramos ou não. Nada indica que vai melhorar.

Não sou a favor de ninguém. Sou a favor da verdade e da Justiça. No Guarani, na Ponte Preta e em qualquer lugar em que o interesse público esteja envolvido. Apoio pessoas que tenham acima de tudo sentimentos nobres como amor ao próximo, perdão, interesse ao próximo e interesse público. Dinheiro pode ser muita coisa. Mas a benção de Deus não tem preço. E essa eu sei que tenho. Que Deus abençoe o Guarani e lhe afaste de todo o mal.

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