São Paulo perdeu o jogo e a cabeça. O Sport comemora

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Disputado, aguerrido e emocionante, a vitória do Sport sobre o São Paulo por 2 a 0 comprovou que o time pernambucano não está para brincadeira no Campeonato Brasileiro. Novamente exibiu um futebol que lhe credencia a lutar pela quarta vaga da Copa Libertadores. Já o tricolor paulista precisa entender que as orientações da CBF quanto a arbitragem não se constituem em brincadeira. Reclamou e o risco da expulsão cresce de modo especial.

Quando a bola rolou, o técnico Juan Carlos Osório de modo acertado não manteve uma escalação estática. Gosta de variar e de montar seus esquemas de acordo com as características do adversário. No entanto, o jogo de ontem mostrou que com o tempo ele deverá entender que o seu material humano não lhe permite ousadias. Contra o Sport ele montou o time com três zagueiros (Rafael Tólói, Lucão e Edson Silva) e liberou Thiago Mendes e Michel Bastos para atacar, especialmente para bloquear as ações de Renê na lateral-esquerda.

O que ele não esperava era de que Eduardo Baptista invertesse Renê em alguns trechos do duelo para o lado direito e liberasse Marlone para criar as jogadas pelo lado esquerdo.

Deu certo. O Sport criou um esquema envolvente, criativo e só era ameaçado quando os contra-ataques do São Paulo aconteciam pela faixa central do gramado e tinha Ganso trabalhando a bola com Alexandre Pato, que teve duas chances para fazer a diferença.

Mas aos 33min, Marlone e André fazem ótima tabela pelo lado esquerdo e abrem a defesa do São Paulo. Dentro da área, Marlone cruza para Élber desviar para o fundo das redes de Rogério Ceni.

Poderia ser pior, pois o juiz André Luiz de Freitas de modo equivocado marcou uma falta que deveria ser pênalti e depois anulou um gol. Os dois lances foram protagonizados por André.

Veio o segundo tempo, o São Paulo continuou a frente e o Sport abraçou uma clara postura defensiva. A primeira medida foi tirar Elber e colocar Ferrrugem na lateral-direita, pronto também para revezar pelo lado e no meio-campo. O São Paulo não desistia e atacava e criava com Alexandre Pato, que viu seu esforço caiu por terra em poucos minutos. Primeiramente, com a expulsão de Paulo Henrique Ganso aos 37min, que reclamou com a arbitragem. Posteriormente, aos 39min, Luis Fabiano cometeu falta e também foi excluído.

A guerra de nervos não acabou. O árbitro André Luiz de Freitas entendeu que o técnico Juan Carlos Osório ironizou suas decisões e também não viu o restante do jogo, principalmente o gol de Ferrugem aos 47min e que decretou a vitória pernambucana. Moral da história: o Sport não caiu de produção e segue com intenção de fazer uma campanha história. Já o São Paulo precisa de um psicanalista. Urgente.(foto da capa: Globoesporte.com)

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