Santos 1 x 1 Palmeiras: Neymar resolve muita coisa, mas não faz milagre

0
18

Até que ponto você deve ficar submetido a vontade de um craque? É salutar em jogadores sem reais condições físicas. Pode parecer discurso batido, mas o Santos teve a resposta para tal dilema após o empate por 1 a 1 entre Santos e Palmeiras, ontem à tarde na Vila Belmiro.

Neymar precisou fazer teste para jogar. Tinha receio das dores na coxa e sua consequente queda de rendimento. Foi aprovado e o receio continuou em evidência.

O Palmeiras, por sua vez, não tinha qualquer relação com o procurou aproveitar-se do quadro. Colocou Leandro, Wesley e Vinicius para segurar os laterais Allsan Santos e Léo. Quase foi presenteado aos 10min, em cruzamento de Vinicius e desperdiçado pelo centroavante palmeirense Leandro.

Como vacilou, Neymar aproveitou aos 12min o rebote e chutou para o desvio certeiro de Cícero.

Não parou nesse lampejo e Edu Dracena, com uma bola no travessão e outro petardo de Neymar mostraram a vontade do time santista em fazer história e conquistar o quarto titulo consecutivo no Paulistão.

No segundo tempo, o Palmeiras criou chances, pressionou, mas o posicionamento da zaga santista impediu ousadias, mesmo com Neymar baleado e fora de suas condições ideais. Diga-se que as entradas do centroavante Cleber e de Maikkon Leite produziram minutos melhores e a defesa santista parecia louco para entregar a rapadura. De tanto insistir, o empate surgiu aos 40min, em cruzamento mortal na cabeça de Cleber: 1 a 1.

Como Muricy Ramalho usou suas alterações para segurar o resultado, faltou força para cravar o resultado. Lógico, a disputa de pênaltis não era algo previsto. Tanto que Neymar demorou alguns minutos para recobrar os ânimos e foi colocado como último batedor. Para sua sorte, Cleber, herói palmeirense no tempo normal, desperdiçou o primeiro pênalti e colocou nos pés de Rafael. Posteriormente, o goleiro santista pegou a cobrança de Rafael, viu o chute decisivo de Renê Junior e fez a festa da torcida santista. E Neymar nem precisou se expor. Mas fica lição: ás vezes, o craque ajuda muito, mas não resolve tudo.

 

SHARE
Previous articleQual a solução para a saúde no Brasil?
Next articlePolitica e futebol ainda rende voto…E como rende…
Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here