Ronaldinho Gaúcho tem resistência em assistir um jogo de futebol. É mais comum do que parece!

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Não esperava frases bombásticas na entrevista coletiva de despedida de Ronaldinho Gaúcho do Atlético Mineiro. Não teve revelação do seu futuro e tampouco um choque de opiniões com Levir Culpi, que teria lhe desagrado por deixa-lo em alguns jogos na reserva.

Um aspecto, no entanto, chamou minha atenção. Em dado momento, ao querer defender que estava antenado com aquilo que acontece no futebol mundial, Ronaldinho disse que sua fonte de informação era presenciar gols e jogadas dos principais campeonatos do mundo, mas que em última análise ele não gostava de assistir jogo de futebol e sim de estar no gramado.

Ronaldinho Gaúcho não está solitário na opinião. Ronaldo Nazário, Romário e outros menos cotados, quando abandonam as chuteiras, até adotam outros esportes como passatempo preferido, caso de golfe e tênis. Assistir a 90 minutos de uma partida? Muito difícil, só se for pago.

Essa resistência em assistir a um jogo de 90 minutos talvez explique a resistência desses craques em abandonar os gramados. Eles podem até não admitir, mas deve ser difícil aceitar vendo outra pessoa ser protagonista de um espaço que até pouco tempo era de seu total domínio.

Mais: um craque adota um grau de exigência tamanho (com razão!), que a frustração deve ser enorme quando vê que suas dicas e orientações, seja como técnico ou comentarista, não são seguidas à risca. Resultado: existe um divórcio “branco” com o esporte que lhe deu tantas alegrias.

Não estranhei quando Ronaldinho Gaúcho, de forma até ríspida disse que não havia hipótese de encerrar a carreira. Enquanto tiver forças, certamente ele fará em campo aquilo que não desejar ver pelos pés dos outros.

 

(Obs: a foto que ilustra a matéria é de uma entrevista coletiva da semana passada)

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