Ronaldinho Gaúcho no Fluminense: problema ou solução?

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Incrível como os dirigentes de futebol entram em determinadas enrascadas de modo voluntário. Durante a semana, passam o pires em Brasília em busca de uma Medida Provisória do Futebol que possibilite uma renegociação de pagamento de impostos em boas condições. Nos finais de semana, não pensam duas vezes e tomam medidas temerárias, como o Fluminense, que anunciou neste sábado a contratação do armador Ronaldinho Gaúcho. Sim, o mesmo que demonstrou desinteresse na reta final de Atlético Mineiro e com produção decepcionante no Queretaro, do México.

Para entrar nesta aventura, de acordo com informações do portal UOL, o armador firmará um contrato de um ano e meio e com salário de R$ 600 mil mensais – com possibilidade de chegar a mais R$ 200 mil a cada mês a partir do sucesso na venda de camisas e de outros produtos do clube, assim como aumento percentual na aquisição de novos sócios-torcedores.

Para variar, Ronaldinho Gaúcho sequer apareceu na reunião que definiu sua contratação do diretor de futebol tricolor, Fernando Simone, o vice-presidente de futebol do clube, Mário Bittencourt, o irmão e empresário de Ronaldinho, Assis, e um advogado da família do craque. Uma prova de que infelzmente o jogador tem dificuldade em tomar decisões por conta própria.

Fica a pergunta: como acreditar em conversa de austeridade diante de tamanho gasto extravagante? E se o jogador exibir o desinteresse dos últimos meses? Vale a pena embarcar nessa? Sim, a saída de Wagner para o Exterior forçou o Fluminense a buscar uma solução. Só acho que o risco de fracasso não é desprezível. Tomara que o espirito de Alexandre Kalil apareça nas Laranjeiras e enquadre o veterano jogador. Não custa sonhar.

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