Rogério Ceni: um grande goleiro com pequena (ou nenhuma!) tolerância para críticas

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Para quem acompanha futebol, o dia de maior repercussão é a segunda-feira. É o período dedicado para a resenha, a tiração de sarro e a graça que viram combustível para essa paixão chamada futebol. Pelas ruas de Campinas, a goleada do Corinthians sobre o São Paulo por 5 a 0 é o grande destaque e um detalhe me chamou atenção: o ódio destinado ao goleiro Rogério Ceni. Ao encontrar um torcedor no Largo do Carmo seu rosto exalava felicidade não só porque a goleada tinha virado realidade, mas porque o goleiro do tricolor paulista tinha saído de cabeça baixa. Era como se todas as torcidas tivessem vivido um período de catarse.

De cara, esclareço: gosto de Rogério Ceni e considero um dos 10 maiores atletas da história do São Paulo, ao lado de Roberto Dias, Serginho, Pedro Rocha e Leônidas da Silva. Seu nome está cravado em virtude da conquista da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes de 2005 e do tricampeonato brasileiro de 2006 a 2008. Não é pouco. Sem contar os gols anotados, uma marca quase impossível de ser superada.

Mas Rogério Ceni tem um grave defeito. Age como político em todas as horas. Quando digo político não apenas e tão somente a atitude política de agradar ou bajular um interlocutor. Infelizmente, Rogério Ceni tem dentro de si apenas o aspecto negativo da função. Ou seja, o arqueiro são-paulino é especialista em aproveitar-se dos fatos positivos e capitalizar em seu favor. Mas após 20 anos de carreira, ele não consegue exibir uma postura adequada quando a derrota aparece. Suas atitudes são duas: ou adota um silêncio incomôdo – como após o clássico de domingo – ou desqualifica o interlocutor.

Percebam que toda vez que é cobrado por uma derrota ou falha e decide, Rogério Ceni sempre coloca em suas frases a ideia de qualquer critica de jornalista é inválida porque esses profissionais “nunca estiveram lá”. Sintoma de quem não aceita perder? É verdade e tal aspecto é positivo. Mas também são comportamentos de quem exibe uma imagem (que pode ser falsa, diga-se) e colocou-se em um pedestal e não quer ser incomodado. Excetuando-se quando for algum fã para pedir autográfo ou destinar toneladas de carinho. Dessa maneira, fica difícil, quase impossível, evitar a imagem de antipático.

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