Queremos escola pública de qualidade. Com razão. Mas será que fazemos a nossa parte?

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Nos protestos que reinam em todo o pais, muitas faixas pedem melhorias na educação. Com razão. Antes consideradas de excelência, as escolas públicas viraram um deposito de crianças e adolescentes, sem qualquer estrutura para fornecer e com professoras mal pagos e desestimulados. Mesmo com instrumentos implantados pelo governo federal, a situação está longe, muito longe do ideal.

O modelo ideal almejado por todo integrante da classe média é matricular seu filho na escola particular, desfrutar de uma estrutura invejável que dê condição ao seu filho de disputar as melhores universidades do país e posteriormente almejar uma profissão decente e bem remunerada.

Mas cabe perguntar: será que fazemos nossa parte? Sim, porque temos um conceito equivocado de educação. Achamos que basta uma escola de qualidade, bons professores e um conteúdo que tudo estará resolvido. Não é bem assim. Pelo contrário.

As residências, o núcleo famíliar é o local mais importante para desenvolver na criança e no adolescente o seu potencial. Exemplo prático: quando chega em casa, além de brincar (algo necessário na formação da criança), será que existe o incentivo para ler uma boa obra infantil ou ter contato com emissoras educativas? E quando encontrar-se na adolescência, os pais, tios e parentes motivam o aluno de ensino médio a procurar obras que lhe instiguem ou fica conformado com a febre de vídeo game que vara a noite inteira?

Vou mais longe: não adianta a sociedade (com razão) lutar contra a homofobia, fincar raízes contra a discriminação racial se nos lares espalhados pelo país o assunto sequer é mencionado. A omissão abre uma porta perigosa que posteriormente tem dificuldade de ser fechada.

Educação de qualidade tem seu alicerce em escolas públicas de qualidade, com participação efetiva da sociedade e com professores, motivados, bem pagos e capazes. Mas se nós, em cada casa ou lar, não fizermos a nossa parte, sempre viveremos neste lamaçal medíocre que virou o Brasil.

 

 

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

2 COMMENTS

  1. Realmente, o modelo educacional brasileiro é precário, porém, a ponta deste “nó” é bem antes. Desde o nascimento, a preocupação com a formação do caráter é mais que importante. Vale a pena pensar sobre isso.
    Parabéns pelo Blog.

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