Querem legalizar o jogo no Brasil. Azar de todos nós…

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Na ânsia de buscar recursos e equilibrar o caixa, o governo federal soltou o balão de ensaio de legalizar os jogos de azar no Brasil. Leia-se bingo e cassinos, este último um empreendimento proibido desde o governo do general Eurico Gaspar Dutra, no final da década de 1940.

A discussão é esdruxula. O jogo está legalizado no país e tem o controle da Caixa Econômica Federal, com Lotofácil, Sena, Loteria Esportiva, entre outros motivos. Só que bem ou mal, a clássica “fezinha” tem a prerrogativa de encontra-se sobre o controle do Estado e o público caso se desinteresse pela modalidade, a extinção é quase imediata. Vide os jogos que foram extintos e que no ínicio tinham a meta de auxiliar o futebol.

E não sejamos hipócritas: boa parte da população, uma vez ou outra na vida, tentou modificar seu destino financeiro por intermédio de um papel timbrado da CEF. Não é bom, lógico, mas a sociedade, no caso das loterias tem como controlar, fiscalizar e pressionar até pela sua extinção se for o caso.

Agora, o que dizer dos bingos, fonte inesgotável de lavagem de dinheiro na década de 1990 e que não serviu para a meta principal, o financiamento dos esportes olímpicos? E os cassinos, que além de servirem para o mesmo objetivo, também se constituem em fonte quase inesgotável de vício?

Nas loterias, existem relatos de pessoas viciadas e que perdem dinheiro. No entanto, o dano gerado nos chamados jogos de azar no setor privado é muito, mas muito maior.

Pessoas destruiram suas vidas no aspecto financeiro porque ficavam horas e horas em cassinos e em bingos jogando o que tinham e o que não tinham. Familias são destruídas, a saúde mental fica afetada e indiretamente, não será nenhuma surpresa se posteriormente o Brasil seja obrigado a incrementar o seu departamento de psiquiatria no SUS devido ao crescimento de casos de pessoas envolvidas e com problemas em jogos de azar. Pergunta: vale a pena passar por tudo isso? Vale trocar alguns bilhões no caixa por uma legião de pessoas doentes e com famílias problemáticas? Não, não vale. Você pode argumentar que nos EUA a cidade de Las Vegas é destinada ao jogo de azar e casas de espetáculos. Como se a sociedade norte-americana fosse referência para algo…

O ideal seria superarmos as nossas fraquezas humanas e tirar os jogos de azar da rotina. Como isso é inalcançável, o jeito é controlar nossos instintos e no último caso extremo nos contentarmos com os 13 pontos da loteria esportiva ou com o bolão da mega sena. Mais do que isso, é criar uma dor de cabeça desnecessária.

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