Querem evitar o rebaixamento no tapetão. Eles definitivamente não querem aprender…

0
14

Na manhã desta segunda-feira, uma matéria publicada no site da ESPN denuncia que os clubes gigantes, capitaneados pelo Coritiba, buscam brechas no regulamento para viabilizar a perda de pontos de Ponte Preta, Criciúma e Portuguesa. A meta é verificar se alguém ultrapassou o patamar em utilizar cinco jogadores de outras agremiações da Série A. Ou seja, como os atletas não resolveram, o jeito é apelar aos advogados. Um dos beneficiados seria o Fluminense, atualmente com 42 pontos e desesperado em evitar a visita à segundona.

De certa forma, tal postura não me espanta. O futebol brasileiro é reflexo da sociedade. No dia a dia, infelizmente sentimos que uma parte da população não deseja que todos tenham condições dignas de sobrevivência. A meta é lutar, como todas as armas disponíveis, para entrar no seleto clube daqueles que usufruem das riquezas do país. Ou seja, nós queremos fazer parte da elite econômica e social, jamais diminuir a concentração. O inverso também é verdadeiro. Pergunte a um milionário se ele deseja abrir mão de parte do seu quinhão para que a classe média e os pobres tenham melhores condições de vida. Espere sentado.

No futebol, não é diferente. Tanto a imprensa localizada nos grandes centros como os clubes de maior torcida não aceitam descer de patamar. Para eles, existe um clube fechado, imune a rebaixamentos e derrotas. Quando o imprevisto surge, a ordem é tomar medidas saneadoras.

Palmeiras, Corinthians, Atlético Mineiro, Vasco da Gama e Grêmio terem disputado a Série B não é fruto de ineficiência no gramado e sim pecado inadmissível. Mesmo se o troféu for conquistado, deve ficar em canto escondido na sala de troféus. Enquanto reinar essa elitização obscura, o futebol brasileiro jamais vai sair da periferia mundial quando o assunto for organização.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here