Quem se importa com os 11 milhões de desigrejados evangélicos no Brasil?

maio 25th, 2016 | by Admin
Quem se importa com os 11 milhões de desigrejados evangélicos no Brasil?
Mundo Cristão Evangélico
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Os dados são incontestáveis. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios. O Brasil tem 42 milhões de Cristãos Evangélicos. Desse total, 11 milhões são desigrejados. Ou seja, leem a bíblia rotineiramente, amam a Deus incondicionalmente, mas não querem pisar o pé em uma Igreja.

Quem nunca ouviu a frase “Olhe para Jesus, não olhe para os homens”. Considero que é uma declaração típica de quem deseja ficar omisso e não quer encarar alguns tópicos.

A primeira premissa é simples: quantas pessoas que ferem outros perdem perdão e reconhecem que colaboraram decisivamente para que aquela pessoa esteja fora da igreja? De cada 10 pessoas, quantas? Se der 2 ou 3 eu acho muito. Exagero. Os outros, autores dos atos, recebem a impunidade como prêmio.

Interessante que este mesmo discurso embute outro: o da prepotência e arrogância. Infelizmente, alguns (alguns!) Cristãos Evangélicos se consideram acima de tudo. Pensam que frequentar uma Igreja deixa tais figuras acima do bem ou do mal. Pegue este discurso e compare com o ministério de Jesus Cristo. Ele  nunca obrigou ninguém a lhe seguir. Ele convenceu e converteu as pessoas. Nunca impôs nada. Sempre abriu os braços para a escória, aos  que são desprezados pela sociedade.

Mais: os 11 milhões de desigrejados, no lado externo, percebem que muitos de seus irmãos em Cristo ajudaram a transformar o Brasil neste barril de pólvora. Aplaudem a perseguição aos homossexuais, patrocinam perseguição aos eleitores progressistas e colocam para baixo do tapete líderes que em nome de Deus aplaudem pastores e líderes que adotam o discurso do ódio e da violência. Pior: usam a Bíblia como álibi.

Fica a pergunta: como atrair os desigrejados de volta? Sim, sabemos da existência de pessoas focadas em fazer um trabalho amoroso, solidário e focado em ajudar o próximo. Por outro lado, alguns temas precisam ser introduzidos de modo definitivo. Jesus Cristo reprovaria o racismo, a discriminação por classe social, a violência doméstica contra a mulher, o trabalho escravo, a exploração da criança, a fome, miséria, pobreza e as más condições de trabalho. E tais assuntos não são prioritários dentro das igrejas. Nem no púlpito e nem no pátio dos cultos. Pouco sequer fazem associação com a Bíblia Sagrada. A preferência é apontar o dedo ao semelhante e se considerar o melhor e acima de tudo e de todos. Lamentável. Sob qualquer aspecto. É hora de reflexão. Dentro e fora da Igreja Cristã Evangélica.

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