Que tal um mundial-2014 mais enxuto?

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A África do Sul gastou horrores para realizar a sua Copa do Mundo. O Brasil segue o mesmo caminho. Pena.

A revista Placar faz nas suas edições um diagnóstico completo de uma sede escolhida para a Copa do Mundo no Brasil. Trabalho bem feito e realizado. O elogio pode ser estendido, por incrível que pareça, ao caderno especial divulgado nesta quarta-feira pela Folha de São Paulo e que traz detalhes sobre a preparação das sedes para o principal evento esportivo do planeta, programado para 2014.

Ao ler em detalhes, dá para se tirar algumas conclusões. A principal é o desleixo das autoridades em aproveitar a oportunidade para atacar problemas urbanos e deixar o país mais preparado a receber turistas e autoridades. O nordeste ainda padece do turismo sexual e o máximo que é cogitado é a proibição de vôos particulares com turistas estrangeiros. Investimento pesado em saúde e educação, nenhuma palavra. De quebra, cidades como Manaus, Belo Horizonte e outras menos cotadas sofrem com a falta de leitos. Conseqüência direta da ausência de uma política de turismo no Brasil nos últimos anos e que cobra a fatura de uma vez. Pena.

No campo das obras dos estádios, pode-se afirmar que oito locais estão com seus obras dentro do cronograma ou com atrasos contornáveis: Mineirão, Arena Fonte Nova, Arena Pantanal, Arena Amazônia, Maracanã, Castelão, Arena Pernambucano e Beira-Rio. Brasília, Arena da Baixada, Itaquerão e Arenas das Dunas – em Natal (RN) – estão com cronogramas comprometidos. Se aqui as autoridades esportivas fossem sérias, chegariam a conclusão de que oito ou nove cidades bastariam para abrigar 64 jogos em 30 dias. Como esse quadro é utopia, resta esperar as obras sem licitação e a tragédia no dinheiro do contribuinte. Sou a favor da Copa do Mundo no Brasil, mas que ela poderia ser feita com orçamentos mais modestos, disso não tenho dúvida.

 

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