Que o “mundo paralelo” seja exterminado da Seleção Brasileira

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Não vou analisar taticamente a derrota da Seleção Brasileira para a Holanda. Você, raro leitor e leitora está cansado de rever os três gols feitas no time holandês. A humilhação é gigantesca para o futebol nacional. Que pode piorar se Messi levantar a taça neste domingo no Maracanã.

Quero falar de algo necessário para o próximo ciclo para a Copa de 2018. Algo que vai além de contratar técnico estrangeiro ou promover uma reformulação. Os jogadores e a comissão técnica que vierem a seguir terão grande respeito da opinião pública se, mesmo na derrota, não disfarçarem a realidade, não utilizarem o cinismo, a mentira ou mesmo a adoção de um mundo paralelo como escudo contra as criticas.

Felipão é o exemplo cabal deste cenário. Na entrevista coletiva após ficar em quarto lugar, o treinador teve a coragem de dizer que viu uma boa apresentação da Seleção Brasileira e que seu trabalho foi bem conduzido. Pior: não aceitou a critica de que está superado.

Talvez a única centelha de lucidez tenha vindo do zagueiro Thiago Silva, que defendeu a adoção de um esquema tático 4-3-3, até com o posicionamento de três volantes. “Não é caso de ser defensivo. É tomar cuidado para depois sair ao ataque”, disse o beque. Ele está certo.

No entanto, jogadores como Oscar e Jô tentaram encontrar pontos positivos na campanha desastrosa da Seleção Brasileira, que tomou 14 gols em sete jogos. São outros integrantes que vivem em um mundo paralelo.

Que o Brasil deixa a soberba de lado, resolva  calçar as sandálias da humildade e nos próximos anos encare o futebol como ele é. Sem disfarces.

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