Quando reforço pode virar remendo…

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Está na moda o torcedor pedir reforço. O São Paulo anunciou a chegada do zagueiro Antonio Carlos e o Santos contará com os serviços de Renato Abreu. Por outro lado, equipes que lutam por uma posição intermediária na tabela, como a Ponte Preta, vasculham o mercado atrás de uma solução que acrescente tecnicamente à sua equipe.

Confesso compreender o alarido mas nutrir resistência em relação a estratégia. Com a fórmula dos pontos corridos, não existe mágica ou tática para tirar da cartola e produzir uma reviravolta. Sem a montagem de uma espinha dorsal, por melhor que seja o jogador, a chance de dar errado é gigantesca.

Exemplos positivos existem? Sim, lógico. O Vasco recrutou Juninho Pernambucano e o volante Guinazu. Mas tais figuras só vão produzir frutos porque o técnico Dorival Junior já proporcionou uma nova configuração e estratégia.

No São Paulo e Santos, no entanto, são equipes em claro instante de transição ou com falta de um perfil tático e de posicionamento definidos. Como pedir que jogadores desembarquem e façam diferença no meio dessa confusão? A chance de virar remendo é enorme.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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