Quando políticos valem mais do que partidos é crise institucional na certa!

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Democracias estavéis necessariamente contam com partidos fortes. É um equívoco pensar de que votar focado apenas na personalidade do candidato é suficiente para conseguir a governabilidade e uma boa administração. Principalmente no Brasil, cuja constituição celebra um presidencialismo com espírito parlamentarista. Ou seja, o ideal seria que o número de partidos fosse bem restrito. Mas na próxima legislatura a Câmara dos Deputados terá a representação de 28 agremiações.

Pior: de acordo com relato desta segunda-feira do Jornal O Estado de São Paulo, os partidos criados após o governo Collor terão 143 representantes. Se levarmos em conta apenas os partidos nanicos, o número de cadeiras chega a 24. Um desserviço tanto para o PT governista como para o líder oposicionista PSDB.

Sim, porque os embates no congresso não será em cima de idéias e projetos. Essa pulverização dá ainda mais força para a troca de favores, clientelismo, fisiologismo e outros “ismos” nada agradáveis.

Alguns dizem que o PT não terá vida fácil nos próximos quatro anos. Pode até ser. No entanto, aposto com quem quiser que não vai demorar muito para os próprios tucanos pedirem um reforma política. Do jeito que está não dá para ficar. E pior: nós, eleitores, temos boa parcela de culpa. Afinal, ninguém foi nomeado para trabalhar como deputado não é mesmo!?

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