Qual será o lugar de Fumagalli na história do Guarani?

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Líder dentro do gramado nesta temporada, Fumagalli completa nesta segunda feira 38 anos. Tem passagens por Sport, Vasco e Corinthians, mas é no Guarani em que parece encontrar-se identificado. Não é para menos. Tem 216 partidas disputadas e 66 gols. Tem dissabores e conquistas para celebrar. Seu futebol sofreu uma mutação. Do jogador ofensivo e destemido no início do Século transformou-se em armador e peça chave do esquema de qualquer treinador. Qual o seu lugar na história?

Se levarmos em consideração os resultados, Fumagalli ficará longe de Zenon, campeão brasileiro em 1978 ou de Jorge Mendonça, que conduziu  o Alviverde ao terceiro lugar na competição nacional de 1982. Perto de Evair, João Paulo e Boiadeiro, o atual camisa 10 bugrino ficará em segundo plano. Afinal, impossível ignorar um vice-campeonato brasileiro em 1986 e passagens do centroavante e do atacante pela Seleção Brasileira e futebol do exterior.

Fumagalli é vice-campeão paulista de 2012, título que não foi obtido por Djalminha, Amoroso e Luizão na década de 1990. Estes jogadores, entretanto, se constituem o símbolo de uma época em que o Guarani sonhava em ser um “player” de destaque, no mesmo nível dos 12 gigantes.

Fumagalli pode ignorar esses dados e ostentar um legado inquestionável: neste período de rebaixamento na Série B em 2012 e no Paulistão de 2013 e com os fracassos nas Séries A-2 e na terceirona nacional, o jogador não deixou a chama da torcida apagar. Seus passes, lançamentos e gols muitas vezes se constituíam na única motivação para o torcedor bugrino sair de casa e sonhar com dias melhores.

É por ter mantido a chama acesa nos últimos três anos que Fumagalli transformou-se em símbolo de um clube em crise, com resultados ruins, mas que não deixa de acreditar no futuro.

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