Qual a solução para a saúde no Brasil?

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Perceba: nunca a saúde contou com tanta gente especializada no seu comando. Em todos os governos, seja do PT, PSDB ou qualquer outra agremiação, a pasta nunca é objeto de barganha política. O dinheiro também nunca foi tão abundante, apesar da extinção da CPMF. Denúncias de corrupção? Existem, é verdade, mas nunca as apurações ocorreram em tamanha quantidade. Agora, repare: a saúde brasileira padece de infra-estrutura.

Pego como exemplo o quadro em Campinas. Tem dois hospitais universitários de excelência, hospitais privados de alta complexidade e programas preventivos elogiados no mundo. Mesmo assim, durante a semana, a cena mais comum nas salas de emergência era lotação de atendimento nos hospitais particulares enquanto que na rede pública uma pessoa demora de oito a nove horas para ser atendida. Em contrapartida, os estados mais populosos convivem com o espectro da Dengue ou na pior das hipóteses até tipos de gripes que não conseguem ser debeladas por intermédio de campanhas de vacinação.

Enquanto isso, cidades de médio e pequeno porte, desde que tenham recursos, até conseguem oferecer uma infra-estrutura decente. Não uma distorção em relação às grandes metrópoles?

Fica a pergunta: será que coibir a corrupção é a solução única? Será que não existe a necessidade de um debate mais profundo e a procura por soluções definitivas? Até quando o SUS continuará sendo tratado de modo desleixado?

São temas que deveriam ser tratados com esmero no Congresso Nacional. Mas os políticos, de todos os partidos, preferem trocar acusações e bater boca. Não vão chegar a lugar nenhum.

1 COMMENT

  1. O que falta para a Saúde é GESTÃO.
    O Estado atua com políticas isoladas, sem planejamento e sem uma visão do todo.
    O SUS veio com o objetivo de atender a Constituição Federal para que todos tenham acesso, pois é direito de todos e dever do Estado (Art. 196 C.F).
    Porém a rede é desarticulada, faltando a regulação dentro do conceito maior de Saúde preconizado pela Constituição Federal.
    Pode-se discutir até mesmo os recursos orçamentários disponíveis, que no meu modo de ver são considerados insuficientes por falta de GESTÃO no seu uso, por consequinte, inadequada alocação dos mesmos.
    Há necessidade de implementar, urgentemente, a cobrança dos planos de saúde de pacientes destes atendidos na rede pública.
    Possibilidade de solução para melhoria e qualidade de atendimento à saúde da população existe, para tanto precisa-se ter gestores com conhecimento suficiente para articular a rede, constituída das unidades públicas, em primeiro lugar, e privadas, como complementares.
    A rede primária precisa ser fortalecida e as demadas secundárias e terciárias precisam ser avaliadas dentro da condição da rede regionalizada e articulada.
    Implementar medidas que desburocratizam o processo e atendem com as necessidades iminentes da saúde pública, a exemplo: gestão compartilhada através de organizações sociais.
    Este assunto pode ser pauta para outros comentários, porém, visando não se alongar, é uma alternativa legal que precisa ser aprimorada, tanto do lado de gestão por parte do Estado (recursos repassados e fiscalização da política de saúde estabelecida), como também pelo lado de atuação das referidas instituiçòes (cumprimento das metas e uso dos recursos recebidos).
    De qualquer forma, em termos gerais, há necessidade de focar a GESTÃO para modernização e qualidade da Saúde Pública no Brasil.

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