Precisamos entender: às vezes o que falta é trabalho e não reforço

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A Copa do Mundo também trouxe ensinamentos aos jornalistas esportivos. Procedimentos enraizados e vícios costumeiros caíram por terra com os 64 jogos disputados em terras brasileiras. Sou cronista esportivo e atesto: todos, sem exceção, utilizam muletas e ideias prontas na análise das equipes do futebol doméstico.

Existe um que é um mantra: a necessidade de reforços. Bastam duas ou três derrotas e um escorregão indesejado para todos chegarem a conclusão de que a solução é buscar jogadores no mercado. Situação financeira delicada? Geralmente damos de ombros e fazemos de conta que não temos nada a ver com isso.

O certo seria sim refletir e analisar sobre que saídas o treinador de ocasião ainda não utilizou e que poderia ser feito para viabilizar um rendimento melhor. Exemplo prático: digamos que em cinco jogos uma determinada equipe tome cinco gols de bola parada. Ao invés de exigir a chegada de beque com estatura e famoso não seria melhor cobrar treinamento refinado da comissão técnica?

Ae você deve perguntar: o que a Copa do Mundo tem a ver com isso? Tudo! Pare e pense. Se a Costa Rica disputasse um campeonato tradicional, antes de a bola rolar nós falaríamos que por encontrar-se em grupo forte com Inglaterra, Itália e Uruguai, o time  deveria contratar 20 reforços para jogar de igual para igual. Claro, não dá para saber qual seria a reação do técnico Jorge Luís Pintos se pudesse trocar a convocação de um ou dois jogadores durante a competição.

No entanto, a comissão técnica costariquenha nunca chorou pelos cantos. Trabalhou, estudou os adversários e obteve uma campanha histórica. Comprovou que um trabalho bem conduzido e planejado não necessita de remendos. Que isso seja levado em consideração por nós, cronistas esportivos na cobertura diária dos clubes nacionais.

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