Por que parece que Vadão só dá certo no Guarani?

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Não há como deixar de ficar espantado com a campanha do Guarani no Campeonato Paulista. Com dificuldades financeiras, arrebentado em sua credibilidade, já conseguiu somar 10 pontos em seis partidas e agora sonha em manter a produção para alcançar as quartas-de-final da competição. Como sempre, Oswaldo Alvarez está a frente do processo. Técnico estudioso, psicólogo, cordato e cavalheiro, é um tipo raro no futebol. Mas fica a pergunta: por que Vadão parece que só dá certo no Guarani? A pergunta fica mais latente ao verificarmos que suas passagens por Portuguesa e São Caetano estiveram longe de satisfazer o torcedor focado.  Foram campanhas que colocaram na berlinda até a capacidade de atualização de Vadão. Um descalabro, sem dúvida.

Mas no caso do Guarani existem dois fatores que conspiram para o sucesso. O primeiro é que Vadão tem identificação com a cidade de Campinas. Jogou no Guarani, mas assim como possue bom transito no alviverde, teve boas passagens na Ponte Preta e sempre bons resultados. É um Zé Duarte do Século 21.

Outro motivo é a conjuntura oferecida à Vadão. Nas duas vezes em que treinou o Guarani, bem ou mal, a comissão técnica dirigida por ele teve tempo para garimpar jogadores, formatar um esquema tático e montar o esquema de trabalho de acordo com seu gosto. Isso conta, especialmente porque os grandes trabalhos de Vadão tiveram como característica principal o planejamento em detalhes ou a ausência de atropelo.

Pode chegar longe no Campeonato Paulista? Acho difícil? Talvez fique entre os oito e depois seja eliminado. Mas não há como negar: o Guarani novamente renasceu em suas mãos. Boa noticia ao futebol brasileiro.

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