Por que o prefeito de São Paulo não quer negociar com o Movimento Passe Livre? O que impede?

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Termino meu trabalho para o jornal Tododia e tomo conhecimento de novo protesto em São Paulo. Querem tarifa zero nos ônibus urbanos. Nos jornais desta quinta-feira, as acusações são de que partidários do PCO, PSOL e até de movimentos anarquistas estão por trás da manifestações.

Alguns chegam a cogitar a presença de típicos integrantes da classe média, loucos para exercerem a sua coragem de encararem as forças policiais.

A reivindicação é justa? Com certeza. O valor do transporte pesa diretamente no bolso dos mais carentes e também do assalariado. Em uma cidade com sistema de transporte complexo como São Paulo, o valor de R$ 3,20 pesa no bolso do trabalhador.

Lógico, os contrários vão argumentar que os empresários de ônibus não podem trabalhar de graça e que existem encargos trabalhistas e outras obrigações tributárias. Como aliados, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Por um prefeito eleito pelo PT, fico abismado com a atitude de Haddad. Afinal, o que custa para ele pedir a formação de uma comissão para ouvir suas reivindicações? Ah, mas os manifestantes não querem conversa. Será mesmo. E se pintasse na mesa de negociação uma proposta para disciplinar os aumentos de ônibus a partir do ano que vem? Não seria um avanço? Moral da história: duro não é conquistar o poder e sim ignorar tudo aquilo que foi conquistado antes de atingir o olimpo. Que Haddad calce as sandálias da humildade e exerça a democracia.

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