Por que é dificil lembrar de jogador ruim?

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No inicio da semana passada, ao receber a escala da Rádio Central, recebi a missão de montar as melhores e piores equipes de Guarani e Ponte Preta de todos os tempos. A Seleção Brasileira e os gigantes de São Paulo também entraram na encomenda.

Fiz o trabalho de pesquisa na sexta-feira e para escolher os melhores foi muito fácil. Em 40 minutos, a lista estava pronta. De todos os times. Quando passei para a escolha dos “Panjangos” históricos, o que era fast food virou um trabalho de garimpo.

Alguns jogadores, de tão ruins, eu fiquei em dúvida se tinham atuado ou não por determinado time. Ao bater o olho e verificar que a informação era verdadeira, as lembranças de suas caneladas, botinadas, erros de passes, logo vinham à tona. Parecia guardado em algum canto da memória e confesso que ao mexer, seja qual fosse o time envolvido, o incomôdo era imediato.

Terminei o trabalho às 03h de sábado e depois tentei meditar porque era tão dificultoso recordar dos cabeças de bagres. Tenho um palpite: cada jogador limitado que defende nosso time de coração, encaramos como uma agressão a nossa paixão e assim que ele se retira do clube, tratamos de esquecer. Mas a ferida fica por ali, exposta, pronta para ser cicatrizada. Recordar tais instantes torturosos é como abrir um novo ferimento.

Coincidência ou não, o futebol atual provoca poucas recordações. Recordamos ou outro astro, dificilmente uma escalação inteira. Nem a Seleção Brasileira escapa dessa sina. Será pelo fato do talento encontrar-se escasso? Pense nisso.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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