Por que aceitamos “ídolos” no mundo Cristão?

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Não adianta. De tempos em tempos, assuntos se repetem como uma reprise de novela. Digo isso para falar a respeito de um debate que parece eterno no mundo gospel: o pagamento de cachês milionários para músicos evangélicos.

Como já disso, abordei por duas ou três vezes neste blog a questão. Hoje, em minha opinião particular, classifico os músicos cristãos em dois clubes: existem aqueles abnegados, dedicados e estudiosos que passam horas e horas em ensaios infinitos em busca do melhor louvor e adoração. Ou ás vezes até fazem até parte do quadro de funcionários de grandes igrejas, tem remuneração, benefícios, mas estão inseridos dentro de uma estrutura cuja finalidade é fazer com que todos fiquem canalizados para o melhor culto a Deus. Esses dois modelos merecem meu elogio, apreço e homenagem. São soldados de Deus na acepção da palavra.

Agora, existe a modalidade de músicos totalmente alçados a figuras do mundo pop e que sempre merecem análise detalhada. Têm direitos a cachês altíssimos, andam de jatos comerciais ou particulares e apresentam-se para grandes multidões. Automaticamente, tem acesso a grandes somas de dinheiro. Incrivelmente, este não é o único problema. Cito um exemplo: o ministério Diante do Trono é conhecido em todo o Brasil. Arrasta multidões, mas todos conhecem que seus milhões arrecadados são direcionados para obras missionárias e expansão da Palavra de Deus. Não há como deixar de aplaudir. Claro, alguns deles já enfrentaram boatos de que levam uma vida nababesca, com carros importados e vida luxuosa, ao estilo da revista Caras. Se for verdade, uma hora a ficha vai cair e o enquadramento divino virá. Se for mentira, o ministério vai expandir. Simples.

Agora, o que preocupa é verificar o crescimento a cada dia de “artistas” que usam a palavra de Deus para faturar, arrastar multidões e exibir um comportamento que ele mesmo condena nos chamados “artistas mundanos”. Ou seja, não são acessíveis, não conversam com ninguém, ostentam objetos de consumo e tratam Deus apenas e tão somente como objeto de consumo. Se tivessem um mínimo de consciência e conhecimento bíblico, saberiam que Jesus Cristo em seu ministério sempre ouviu, atendeu e ficou próximo das pessoas. Nunca foi uma “estrela”, apesar dos inúmeros motivos para ser.

Seu ministério faz diferença até hoje em virtude da genuína preocupação com o semelhante. Como agora alguns querem faturar milhões, pregar a Palavra de Deus por intermédio da música e não tem o comportamento pregado e defendido pela bíblia?

Ganhar rios de dinheiros e ostentar riqueza e desperdício em nome de Deus é de doer. Deixar com que isso contamine o coração é o começo do fim.

 

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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