Ponte Preta: uma temporada nota 7

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Estamos na reta final de 2015 e as análises e desempenhos de clubes de futebol são atos corriqueiros. Nada como avaliar o que fizeram os times  de Campinas. Vou começar pela Ponte Preta. Apesar da chiadeira de boa parte da torcida por causa da ausência de um título relevante ou uma briga mais efetiva pela vaga a Copa Libertadores, a nota sete encaixa-se com perfeição a história da Alvinegra nos últimos 12 meses.

No Campeonato Paulista, a Macaca fez o que era previsto aos se classificar para as quartas de final. Disputou contra o Corinthians na Arena Itaquera e foi eliminada em virtude de um erro de Flávio Rodrigues de Souza, em lance em que Renato Cajá não estava em impedimento.

No Brasileirão, mesmo com uma verba de R$ 14 milhões, nunca a torcida pontepretana sentiu o gosto amargo de ficar na zona do rebaixamento. Em alguns momentos ficou entre os sete primeiros e os 51 pontos devem ser reverenciados. Pense que o Flamengo recebeu uma cota quase 10 vezes maior (R$ 110 milhões) e ficou com 49 pontos.

Poderia ir mais longe na Sul-Americana? Sim, desde que tivesse um elenco com 20 jogadores do mesmo nível técnico, o que não era a realidade. A eliminação para a Chapecoense no final das contas fez a Alvinegra focar naquilo que interessava, a obtenção de boa colocação no Brasileirão.

Se no balanço frio o saldo é de bom grado, dá para dizer que no gramado não houve tantas lamentações. Marcelo Lomba, Fernando Bob, Biro Biro, Pablo, Renato Chaves, Rodinei e Renato Cajá foram jogadores que exibiram bom futebol e proporcionaram lances de eficiência. De negativo, as contratações de Borges, Cesinha, Felipe e Bady. Convenhamos: por aquilo que tinha disponível financeiramente, a Ponte Preta pode e deve celebrar. Os amistosos contra o Orlando City e o Striker´s abriram mercado e pode ter sido uma avant premiere de uma futura participação em torneios nos EUA.

Para 2016, o desafio é avançar. Sob a batuta de Vinicius Eutrópio, a missão da Ponte Preta é aproveitar-se da divisão de Corinthians, Palmeiras e São Paulo por causa da Copa Libertadores e chegar as semifinais e até a final do Paulistão, além de no segundo semestre montar um capaz de conseguir a manutenção no Brasileirão e disputar em alto nível a Copa do Brasil ou a Sul-Americana. Se levarmos em conta o filme projetado em 2015, as perspectivas de final feliz não podem ser desprezadas.

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