Ponte Preta, Guarani e a fissura pela camisa 10

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Com tantas mudanças no futebol brasileiro e a péssima qualidade técnica do Brasileirão, o blogueiro não teve tempo para comentar os confrontos dos times campineiros. O Avaí bateu a Macaca por 1 a 0 na Série B enquanto que o Guarani empatou sem gols contra o Mogi Mirim. Dois jogos de divisões diferentes, com placares divergentes, mas com diagnósticos semelhantes:as torcidas tem razão em exigir um camisa 10 de qualidade.

Veja a Ponte Preta. O time criou volume de jogo no primeiro tempo em Florianópolis, perdeu espaço na etapa final e colheu sua terceira partida sem vitória. Não há como fugir da constatação: sem um meia de criação, um jogador talhado para ser eficiente nas bolas paradas e nos lançamentos longos, o acesso ficará difícil. Por isso compreenda-se a expectativa do torcedor pontepretano pela chegada do armador Renato Cajá.

Perceba: com três volantes e três atacantes, a medida adotada pela alvinegra é que os zagueiros efetuem a ligação direta ou o meio-campo trabalhe a jogada em toques curtos. Mesmo com seus problemas físicos e a irregularidade técnica, não será surpresa se, após recuperar-se de lesão, o camisa 10 Adrianinho seja acionado.

No Guarani, o torcedor pode ter uma leitura otimista, porém falsa. Atacou, criou oportunidades e ficou por um triz de vencer o Mogi Mirim. Algo ficou nítido: a dependência de Fumagalli, suspenso. Ele não tem a velocidade de antigamente, não arquiteta as jogadas de explosão e arranque como na sua primeira passagem no Brinco de Ouro ou como fez no Sport.

Mesmo assim, suas cobranças de falta e escanteio e seu alto poder de aproveitamento nas finalizações transforma o atleta em peça fundamental. Com sua ausência, o Guarani toca a bola, arma as jogadas, mas não tem um “garçom” eficiente para acionar Silas ou alguém que balance as redes caso o camisa 9 não esteja inspirado. Mais: não basta estar em campo. Fumagalli precisa encontrar-se em boa forma física para suportar a carga e responsabilidade depositada pela torcida.

Um camisa 10 constante, criativo e decisivo. Esse é o desejo de Ponte Preta e Guarani até o final da temporada.

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