Ponte Preta “esquece” favoritismo do São Paulo. Guarani quer encontrar o respeito que já teve

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Antigamente, as visitas das potências do futebol paulista ao interior eram cercadas de apreensão. Claro, porque a derrota parecia questão de tempo. Os tempos mudaram. A Ponte Preta entra hoje em campo para encarar o São Paulo de modo altivo e ousado. Ninguém considera um delírio passar pelo tricolor paulista, que ganhará a estréia de Jadson.

Incrível, mas aos poucos se confirma aquilo que já dissemos neste espaço. Veja o caso do São Paulo. É dono de cotas de televisão polpudas, infra-estrutura invejável e contratou reforços de credibilidade e peso. Quando a bola rolou, porém, o que se viu foi um time mecânico, sem jogadas imaginativas e que depende de lampejos de Lucas para brilhar. Pelo menos essa foi a impressão que ficou após os jogos contra São Caetano e Guarani. Favoritismo? Terá que suar muito para ganhar de uma Macaca que cresce a cada dia e tem no banco de reservas um técnico estudioso e trabalhador: Gilson Kleina. Seu desafio único é consertar a marcação do meio-campo, pois Xaves foi facilmente envolvido diante do Linense e os zagueiros tiveram que saírem para cometerem faltas.

Se o São Paulo precisa torcer para seu favoritismo aparecer,em São Caetanodo Sul, tanto o Guarani quanto os donos terão que procurar uma história recente de conquistados. Nivelados por baixo, não podem sequer pensar em bradar qualquer tipo de vantagem. O Guarani tenta se reconstruir após anos e anos de desmandos administrativos. O oponente, porém, não fica atrás. Já foi vice brasileiro e da Libertadores e agora luta para reencontrar os dias de glória.

Antes de ser uma partida, São Caetano e Guarani será uma tentativa de resgate daquilo que um dia já foi respeitável.

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