Ponte Preta e um apelo: Dado Cavalcanti, tenha atenção com o primordial!

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A Ponte Preta empatou com o Oeste por 1 a 1 e os dois pontos perdidos serão lamentados por muito tempo em virtude da equipe de Itápolis acalentar a simples ambição de permanência na segunda divisão. Seria cômodo aqui crucificar (com razão) o atacante Edno pela expulsão e a queda de produção da Macaca no segundo tempo. No entanto, existem outros pontos a serem abordados que ficaram em segundo plano. O principal deles é que o técnico Dado Cavalcanti, apesar de estudioso, esforçado e antenado com as tendências do futebol,  ignora pontos primordiais.

Veja: durante os 90 minutos de jogo, a Macaca tentou agredir o oponente de modo incessante, com orientação clara do treinador, que em determinadas ocasiões colocava quatro jogadores para criar as chances de gol, no caso Rodolfo, Léo Cittadini, Edno e Alexandro. No entanto, o técnico não ficou atento a uma premissa básica que era encontrar um companheiro de marcação para o lateral-direito Daniel Borges totalmente envolvido pela velocidade e habilidade do armador Lelê. Resultado: o dinamismo de Daniel Borges não foi o mesmo de jornadas anteriores e a Macaca ficou ameaçada até o último minuto.

Também chama atenção a incoerência em um ponto: como Dado Cavalcanti quer montar um time ofensivo e criativo se o goleiro Roberto, ao defender uma bola, nunca começa o jogo com os zagueiros ou laterais, e sim com a quebra de bola para o campo de ataque? Você pode alegar que os defensores estão marcados. Ok. Mas então porque colocar Elton como cabeça de área? Se ele tem melhor qualidade de passe sua função deveria ser também a de auxiliar no começo das jogadas.

Ou seja, as intenções de Dado Cavalcanti são nobres. Porém, sem um bom alicerce tudo isso vira pó. Tomara que ele tenha noção desta premissa nesta semana de treinamentos antes do jogo com o Vila Nova (GO).

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