Ponte Preta: é possível viver sem Renato Cajá?

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Após a saída de Renato Cajá para o futebol dos Emirados Árabes, o torcedor da Ponte Preta está apreensivo. Não sabe como Guto Ferreira vai reconstruir o seu setor de meio-campo após a saída do camisa 10 e com as contratações de Bady e Felipe, ambos do Atlético-PR. Alguns temem o surgimento do fantasma do rebaixamento. Antes de tirar conclusões precipitadas, seria de bom grado realizar uma análise ampla, geral e irrestrita daquilo que ocorreu neste 13 primeiros jogos no Brasileirão.

Devemos partir do básico: o time não é ruim. Pelo contrário. Tinha uma filosofia de jogo e sabe do seu potencial. Gilson é um lateral que fica mais preso na marcação enquanto Rodinei tinha liberdade para ir a frente, desde que não descuidasse da marcação.

No meio-campo, apesar de atuar com a camisa cinco, Fernando Bob era o responsável pelo toque de classe e por uma saída qualificada, seja em passes curtos ou lançamentos longos para Rodinei, como para Biro Biro e Felipe Azevedo. Todo esses ingredientes eram comandados pelo mestre Cuca Renato Cajá. Em determinados momentos um típico coordenador ou em outras a aproximação com os atacantes proporcionavam chutes de média e longa distância. Sem contar que Cajá ditava o ritmo, calibrava a temperatura do gramado. Em algumas ocasiões, o time era técnico, envolvente e tocava a bola. Em outros, a saída era acelerar com Biro Biro, Rodinei e Felipe Azevedo.

E agora? Qual a saída? Um dos caminhos pode ser oferecido pelo recém-contratado Felipe. Os volantes podem ser mantidos e Ele pode ser um armador pelo lado do campo com centralização de Bady e a colocação de outro meia armador em outro lado do campo, que pode ser Felipe Azevedo. Enquanto isso, um atacante isolado, que podem vir a ser Borges e Diego Oliveira. Ou seja, um clássico 4-2-3-1 mais estanque, mais cadenciado e sem as variações táticas  observadas no atual time da Ponte Preta.

Se quiser fazer uma troca pura e simples, Felipe pode ser colocado no lugar de Cajá e exercer a função executada por ele quando atuou pelo Atlético-PR de 2013, quando o time classificou-se a Copa Libertadores. Em determinadas ocasiões, Felipe exerceu o papel de “incendiário”, ou seja, de um meia responsável por acelerar e puxar os contra-ataques ora para Marcelo Cirino ou para Della Torre. Tire esses dois nomes, coloque no lugar Cesinha e Biro Biro (ou até Felipe Azevedo) e vislumbrará o que pode acontecer. De algo, no entanto, todos precisam conscientizar-se: com planejamento e cabeça fria é possível arquitetar uma Ponte Preta competitiva sem Renato Cajá. 

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