Ponte Preta e o esforço para entender a colheita de curto, médio e longo prazo

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Acompanho o futebol de Campinas há 36 anos e a Ponte Preta talvez esteja vivendo nos últimos dois anos um processo de crescimento consistente. Devagar? Concordo. Sem a conquista de títulos? É verdade. Com obstáculos para destronar os grandes? Não há dúvidas. Ignorar tais fatos seria viver em eterna ilusão como também desprezar os fatos coletados seria mergulhar no rio da má vontade.

Estamos no meio do furacão e não percebemos a melhoria. Temos a tendência de verificar o lado ruim. O costume de valorizar as conquistas fazem com que o torcedor, o dirigente, o cronista esportivo fique cego para aquilo obtido em curto, médio e longo prazo. Vice-campeão da Série B de 2014, eliminado nas quartas de final para o Corinthians com arbitragem duvidosa e 11º lugar no Brasileiro com cota de participação de R$ 15 milhões. Poderia ser melhor? Sim. No entanto, como a busca por um título vira uma obsessão ácida e que corrói a razão, nada se observa de positivo. Ninguém olha para trás e checa os degraus percorridos e sim aquilo que falta. Não há otimismo que suporte.

Quando colocamos a cabeça para fora, temos a surpresa de verificar que integrantes do futebol brasileiro vislumbram mudança de postura na Macaca e fica estipulado como modelo. “O Vitória não pode ficar batendo na Série A com risco de queda. Sport e Ponte Preta fizeram boas campanhas porque fizeram bom planejamento. Vitória tem que entrar nisso, para que também possa ter a capacidade de um tempo longo na Série A”, disse o técnico Vagner Mancini ao portal ESPN.

Ele está errado em sua avaliação? A Ponte Preta não é bem sucedida, apesar de seus equívocos e falhas? A torcida tem o direito e o dever de cobrar melhorias e quem sabe até a chegada a final e a conquista de um almejado título. Mas não pode ignorar a colheita realizada.

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