Ponte Preta e o conflito de discursos no Brasileirão-2015

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Com a decisão anunciada hoje a tarde de poupar jogadores para a ultima rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Sport, no estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta reforça a impressão de que tanto o clube como seus concorrentes ainda não aprenderam a disputar uma competição na fórmula de pontos corridos.

Com 51 pontos e desempenho admirável, a Macaca poderia utilizar o confronto para celebrar as despedidas de Fernando Bob, Biro Biro e outros destaques da campanha. Descarto o goleiro Marcelo Lomba por entender que problemas familiares não devem ser censurados e sim resolvidos.

Nos outros jogadores, não há desculpa. Escalar jogadores em observação para o próximo ano é falta de respeito com o torcedor.Cabe uma reflexão: o campeonato tem 38 rodadas. Antes de qualquer conotação esportiva, futebol é um negócio, que envolve dinheiro e interesses do torcedor, que é consumidor.

Ao tratar com notório desdém o jogo derradeiro, qual será a justificativa a ser dada aos dirigentes ao torcedor que decidir cancelar o programa de sócio torcedor? Vai alegar o que? Que ele é importante? Mas como o programa é importante se a equipe trata o seu produto final como escalão de segunda linha?

O campeonato então deveria encerrar-se a partir do momento que a Ponte Preta assegurasse a sua permanência? Indo além eu questiono: o que valeu? As frases de sonho pela Libertadores ou o conformismo atual pela permanência? Não sei o que dizer.

Entendo a justificativa de Gustavo Bueno quanto a discrepância na distribuição das cotas de televisão. Só que sem ambição, não há como jogar um bom campeonato com R$ 20 milhões ou R$ 200 milhões. Este perfil ficou escancarado com o pronunciamento de hoje à tarde da diretoria pontepretana.

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