Ponte Preta e Guarani: empates com consequências diferentes

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Ponte Preta e Guarani empataram seus jogos de sexta-feira na Série B do Campeonato Brasileiro. Resultados que á primeira vista podem ser considerados frustrantes, especialmente porque estamos falando de um campeonato cuja vitória vale três pontos. Porém, é preciso tomar cuidado e fazer uma leitura apurada antes de qualquer conclusão.

A Macaca sabia que teria uma parada dura diante do Icasa. Gramado em péssimo estado, força física do oponente e o risco de ser vitima de erros da arbitragem eram ingredientes previstos no cardápio. Quando a bola rolou, o time mostrou melhor condição técnica, fez um 1 a 0 com Josimar e poderia ampliar se não fosse o vacilo de Tiago Luís na conclusão. Tomou o empate no último minuto. É inevitável o gosto amargo na boca. Mas por outro lado é preciso ser pragmático. A Ponte Preta empatou fora de casa e continua com um dos melhores aproveitamentos como visitante. Pode perder a vice-liderança? Talvez isso nem preocupe e sim qual será a distancia para o quinto colocado ao final da rodada. Isso é o vital e fundamental. Repito: a Macaca não precisa jogar bonito ou ser campeã. Ela precisa subir. Isso que interessa…

No Guarani, o roteiro é diferente. Não passou de um empate por 0 a 0 com o Vitória (BA), mas o torcedor ficou com a nítida sensação de que o gol poderia sair a qualquer momento. Uma defesa desajustada e um meio-campo sem criatividade deram espaço para o rubro-negro baiano especialmente com o ala Nino Paraíba e com os atacantes Marquinhos e Neto Baiano. Sem contar a liberdade de Lúcio Flávio. Credite-se o empate a limitação tática de Vagner Benazzi, que definiu uma receita até o final e não saiu dela.

Quanto ao alviverde, o empate é uma cortina de fumaça. O time continua limitado, confuso, sem jogadas ensaiadas e Giba mostra indefinição, erro fatal para qualquer treinador. Exemplo prático: no segundo tempo, tirou o armador Felipe e colocou Aislan para fortalecer a zaga e voltar ao 3-5-2. Com isso, amenizou os ataques do Vitória. Fica a indagação: porque precisou esperar tantos minutos para chegar a conclusão que o esquema anteriormente descartado ainda servia? Sinceramente, existem, no mínimo, cinco  equipes inferiores tecnicamente em relação ao Guarani. A saber: Duque de Caxias, Salgueiro, Vila Nova, Boa Esporte e até o Icasa (CE). Mas os erros de conduta são tantos que a terceira divisão é uma realidade cada vez mais próxima.

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