Ponte Preta e as lições apuradas no Majestoso

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A derrota da Ponte Preta para o Figueirense por 1 a 0, ontem à noite no Estádio Moisés Lucarelli praticamente eliminou as chances de sonhar com a Copa Libertadores do ano que vem. Assim como na rodada passada, o time campineiro pode reclamar do padrão de arbitragem, pois Francisco Carlos do Nascimento marcou um pênalti inexistente do zagueiro Ferron, que não tocou na bola e sim viu a bola explodir em seu rosto após incursão de Clayton no ataque.

As decisões equivocadas da arbitragem não podem esconder algumas lições preciosas tiradas da partida. Em primeiro lugar, o armador Cristian não exibiu o ritmo das últimas rodadas, especialmente no aspecto físico. Foi substituido e no segundo tempo o que se viu foi um festival de testes para atuar na marcação.

Por alguns minutos Biro Biro atuou no setor e foi engolido pela marcação catarinense assim como Clayson. “Tentamos rodar, infiltrar, mas não deu certo”, disse o técnico Felipe Moreira após a partida, que não pode esconder o obvio: o time está a pé de armador, já que não querem utilizar Adrianinho. Ou Cristian joga em bom nível ou nada acontece.

Outro aspecto que chama atenção é a incapacidade da Macaca para detectar a leitura de jogo adequada, algo que já aconteceu em rodadas anteriores. Explico: por vários minutos percebia-se a marcação ferrenha da faixa central do meio-campo, tudo comandado pelos zagueiros Thiago Heleno e Marquinhos e assessorado por Carlos Alberto. Demorou para a Macaca perceber a facilidade de atuar pelos lados, o que deu tempo para o adversário se rearticular.

Para terminar, apesar da dedicação no gramado, os jogadores da Macaca pareciam que não conseguiam exibir aquele “algo a mais” no esforço e que faz a diferença na busca de resultados negativos. É para se desesperar? Não. Até porque a campanha é muito boa. Mas são lições que não podem ser esquecidas e ignoradas.

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