Ponte Preta: como evitar os vexames nas negociações?

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Que a Ponte Preta vive um novo patamar sob o comando de Márcio Della Volpe é inegável. Os salários estão em dia, a equipe disputa a segunda temporada seguida na divisão de elite e os cofres do clube estão mais baixos após a boa formulação de contratos e a consequente venda do zagueiro Cleber ao Corinthians e de Cicinho ao Santos. Mas algo destoa: o procedimento nas contratações.

Em uma semana, a Alvinegra encarou a frustração de quatro negociações, sendo três com jogadores do Palmeiras e o volante argentino Bolatti, do Internacional (RS).

O roteiro é o mesmo: a Macaca não divulga informações para imprensa local, mas tudo é vazado via internet por outros veículos de informação. Posteriormente, as conversas ficam públicas, assim como as respostas negativas. A diretoria fica com fama de incompetente e não sabe que respostas encaminhar.

É preciso separar os motivos que levam a tal dissabor. O executivo de futebol, Ocimar Bolicenho poderia tomar maiores cuidados? Deveria buscar jogadores com critério? Sim e ele é pago para zelar pela boa imagem da Macaca. Mas também é verdade que existe um fantasma: a perspectiva que o mundo do futebol tem da Macaca.

Infelizmente, mesmo com todos os avanços obtidos, a Ponte Preta ainda carrega (injustamente!) a fama de ser um time focado apenas e tão somente na luta contra o rebaixamento. Injusto? Sim, especialmente ao verificar o interesse no Majestoso de disputar a Sul-Americana e com qualidade.

No entanto, quando o orçamento da Alvinegra de R$ 25 milhões é comparado com os milhões arrecadados pelos 11 gigantes, fica difícil convencer o atleta top, de ponta a atuar na Macaca como em qualquer time do escalão médio e pequeno. Que ninguém se iluda: se o Criciúma conta com Wellington Paulista e Daniel Carvalho é pelo motivo de que esses jogadores encontravam-se em baixa no mercado. Se estivessem em alta, jamais defenderiam o tigre catarinense. O mesmo fator que levou a Ponte Preta a trazer Marcinho no ano passado e até William na atual temporada.

Em resumo: a Macaca precisa entender e calibrar sua força de Davi neste futebol lotado de Golias.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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