Ponte Preta: a saída é atuar com três volantes?

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Na década de 1990 e no início do ano 2000, era muito comum encontrar nas ruas de Campinas um torcedor da Ponte Preta ressabiado pela escalação de três volantes em qualquer partida do Campeonato Brasileiro ou do Paulistão. Vadão, Marco Aurélio Moreira, Estevam Soares ou até Abel Braga foram alguns dos nomes que entraram nesta fornalha virtual. O tempo passou, a bola girou e a Macaca não vê outra alternativa senão a de adotar o expediente recusado.

A conjuntura mudou. Quando estava em boa fase no Brasileirão, a Macaca armava o time praticamente com um volante, pois Josimar ficava mais preso enquanto Fernando Bob tinha liberdade para armar o jogo. O expediente não era adotado à toa. O centroavante Diego Oliveira exibia voluntariedade para voltar e auxiliar na marcação e Pablo, após um período de altos e baixos, firmou-se como um beque eficiente pelo alto e rápido na recuperação. Para completar o paredão armado por Guto Ferreira, o atacante Felipe Azevedo era sacrificado e era ordenado a bloquear os adversários. Com isso, Biro Biro e Renato Cajá aprontavam á vontade, sem medo de serem felizes. Mas os dois também não abdicavam da tarefa de tirar a bola dos pés dos oponentes.

Hoje, tudo mudou. Na defesa, Renato Chaves, Ferron e Fábio Ferreira são zagueiros firmes, regulares, mas que padecem de certa lentidão. Ou seja, precisam de proteção. No ataque, Borges é o autêntico camisa 9, focado muito mais (com razão) em buscar a brecha para finalizar do que em cercar o volante adversário. Com a lesão de Josimar, a Macaca também perdeu um volante com pendores de pegada, pois Fernando Bob, Elton ou até Juninho são determinados muito mais a armarem o jogo a partir da defesa do que em cercar. Revelação oriunda do Paraná, Marcos Serrato também fica dividido entre a assistência e o carrinho correto.

Uma hora ou outra Doriva chegará a conclusão de que será preciso fixar um ou dois volantes a frente dos zagueiros e apenas um volante sair para o jogo e auxiliar o armador, que convenhamos está difícil de encontrar. Adrianinho? Pode ser por 30 minutos. Como Felipe e Bady decepcionam, o jeito será buscar uma saída no mercado ou apostar em algum camisa 10 escondido nas categorias de base.

Algo já é certo: se não reforçar o sistema defensivo, a Alvinegra campineira corre o risco de perder um patrimônio de pontos que parecia garantido.

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