A deputada Jandira Feghalli encaminhou um pedido a Secretaria de Comunicação Social para que o Governo Federal suspenda todos os seus anúncios no SBT. Motivo: os comentários da âncora do “SBT Brasil”, Rachel Shererazade, especialmente quando deixou a entender que apoiou os justiceiros que amarraram um suspeito em um poste localizado nas ruas do Rio de Janeiro.

Ao ser inquirido, o novo responsável pelo Secom, Thomas Traumann, disse que estudaria o assunto. Caso aceite a proposta, a emissora de Silvio Santos teria um prejuízo de aproximadamente R$ 150 milhões.

Se fosse uma empresa privada diria que a medida seria a mais natural do mundo porque devemos investir o dinheiro dentro daquilo que encontramos. Mas o caso é mais delicado.

Queiramos ou não, o SBT é uma concessão pública, tem telespectadores e eles precisam tomar conhecimento das ações do governo e até de programas voltados para a prestação de serviço. Exemplo prático: as campanhas de vacinação são instrumentos válidos e seu calendário deve ser divulgado exaustivamente. Caso sua veiculação seja suspensa no SBT, na verdade existe um prejuízo para a população em si. Mais: empresas estatais também não podem deixar de prestar contas de suas ações e medidas.

Diante do quadro, qual a solução? Simples: o Governo Federal pegar o mesmo dinheiro destinado a publicidade oficial e também das estatais e pulverizar para o maior número de veículos de comunicação possível e imaginável. Resultado: pequenas emissoras espalhadas pelo país seriam contempladas enquanto que as grandes continuariam a ganhar dinheiro, mas em quantidade bem menor.

Quanto a jornalista do SBT, a solução é ignorar e tocar em frente. Ah, mas tem gente que assiste, alguns argumentam. Pois é, tem gente que se contenta com tão pouco. Uma pena…

 

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