Politica e futebol ainda rende voto…E como rende…

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Nos últimos anos, existiu uma tentativa saudável de colocar o futebol como entretenimento e objeto de uma indústria cada vez mais bilionária. Os bilhões destinados aos gigantes não impedem os clubes médios e pequenos ainda serem submetidos a lógicas antigas.

Exemplos: nesta semana, o prefeito de Campinas, Jonas Donizete, transformou uma reunião técnica com os presidentes de Ponte Preta e Guarani, em ato politico. Todos têm pressa em acelerar seus projetos de construção de uma nova Arena, no caso da Macaca, e o erguimento de um complexo comercial e industrial nas imediações da avenida Norte-Sul, o que geraria recursos ao Alviverde amenizar sua divida de R$ 155 milhões. Vamos combinar: o encontro poderia ocorrer a portas fechadas. Porque tomou decisão contrária o prefeito campineiro? Simples: mostrar interesse escancarado pelos clubes gera prestigio e voto.

O que dizer então de Penapolis, cujo prefeito, Célio de Oliveira, locutor esportivo conhecido, confessou ao jornal Lance que sua carreira política está umbilicalmente ligada a trajetória no gramado?

Poderíamos dizer que tanto Jonas como o prefeito de Penapólis são culpados porque aproveitam-se da situação. Nada disso. O comportamento é apenas reflexo da própria sociedade, que não aprendeu a diferenciar o futebol da vida cotidiana. Um bom presidente de clube não será necessariamente um bom deputado, senador, prefeito ou até governador, assim como jornalista de qualquer área não recebe diploma de catedrático e salvador da pátria por acompanhar determinados assuntos.

Quando o eleitor deixar o seu espirito torcedor no Estádio, a cidadania no Brasil estará muito mais próxima de virar realidade. (foto na capa: Carlos Bassan/ divulgação/ Prefeitura Municipal de Campinas)

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