Patrocínio da Caixa Econômica no futebol: mistura de insensibilidade, incompetência e comodidade

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A Caixa Econômica Federal está presente em quase todas as cidades do Brasil. Talvez seja uma das instituições bancárias mais conhecidas do Brasil e cuja influência não podemos mensurar. Pois há alguns anos o banco estatal entrou  no futebol. Primeiramente com patrocinios de equipes sem nenhum critério estabelecido. Para 2016, a expectativa é que os integrantes da Série de elite sejam contemplados.

Ao verificar alguns números, o espanto: só para Flamengo, Vasco e Fluminense o banco desembolsará R$ 60 milhões em 2016 para propagar a sua marca. Por mais que me expliquem e utilizem a famosa “questão de mercado”, não compreendo alguns pontos.

Pegue o futebol carioca. São times que estão todos os dias na televisão, recebem cobertura extensiva da televisão e de outras mídias e tem milhões de torcedores. Pela pesquisa Ibope, ao se somar os três times são 44 milhões. Pergunta: será que 90% desses seguidores não sabem o que é a Caixa Econômica Federal? Não conhecem seus serviços? O que impede o departamento comercial destes clubes buscarem patrocinadores privados?

Neste caso, os dois protagonistas estão errados. A direção do banco por não investir esta quantia em esportes de menor penetração ou em competições de futebol que necessitam de sustentáculo financeiro, como as Series C e D. Os clubes, por sua vez, assinam um atestado de incompetência e abraçam a comodidade. Pior: nós, que somos os patrões, não podemos fazer nada.

1 COMMENT

  1. Podemos sim! Reclamar nas redes sociais e viralizar estes erros que um Banco Esatatal comete em incentivar clubes com gestoes ultrapassadas e que nitidamente nao estão nem aí pelo seu cliente ou público. E o que dizer entãoo, sobre corrupção na FIFA, CBF, TVs? Se patrocinadores privados temem por suas marcas serem arranhadas pelos escândalos, o que dizer então sobre um Banco estatal? Este ano é ano de eleições eogos olímpicos e devemos cobrar do governo federal sobre medidas desenvolvimentistas e mais adequadas, e que cada real aplicado tenha seu retorno na geração de empregos e desenvolvimento sustentável no futebol e esportes….

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