Para a Câmara dos Deputados e Igrejas Cristãs Evangélicas, família só pode ser homem e mulher. Avós ?Tias?Irmãos que moram juntos? Esquece, deixa para lá…

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Não bastou a vitória na enquete virtual que reconheceu os direitos das minorias e homossexuais. Pouco adiantou as declarações do Papa que não recrimina os homossexuais. Após quase cinco horas de discussão, a comissão especial do Estatuto da Família (PL 6583-13) aprovou o projeto,que define a família como o núcleo formado a partir da união entre um homem e uma mulher. O texto foi aprovado com 17 votos favoráveis e cinco contrários.

Cinco deputados do PT, PCdoB, PTN e PSol se revezaram na apresentação de requerimentos para adiamento de discussão e de votação da matéria, por serem contrários ao projeto, mas foram vencidos.

Detalhe: o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu favoravelmente à união homoafetiva, e que o projeto vai negar, a esse tipo de união, o direito a uma especial proteção do Estado.

Como o projeto está aprovado é o momento de chamar as Igrejas Pentecostais, Neopentescostais, seus líderes e frequentadores para corrigirem o equivoco. Sim, porque na ânsia de patrocinarem uma perseguição inconsequente e sem nexo contra os homossexuais, essas pessoas no frigir dos ovos excluiram grupos que podem ser considerados como família e agora fogem da definição porque as Igrejas Cristãs Evangélicas só aceitam casais com filhos e com cara de comercial de margarina. Pior, impossível. Veja o que trecho da lei: “Para os fins desta Lei, define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. Ok, podemos dizer que a redação contempla pai ou mãe que cria sozinho seus filho. Mas e as outras modalidades?

Por instante, esqueça os homossexuais. Mire-se em outros modelos. Exemplo claro: conheci um casal cuja filha fugiu de casa e foi a luta para criar os netos, que residem com eles. Isto não é família?

Anos atrás, um dos vizinhos perdeu a esposa e a sua irmã veio morar com ele para auxiliar na criação dos três filhos. Todos residiam juntos, faziam programação conjuntamente. A Tia não faz parte da família?

E irmãs que depois de cuidarem dos país que ficam sozinhas após o falecimento deles. Isso é o que? Não é família?

Pior é constatar que na própria justificativa do Estatuto da Familia não deram bola para essas outras modalidades. Veja: “(O Estatuto da Familia) Primeiro propugna duas ideias: o fortalecimento dos laços familiares a partir da união conjugal firmada entre o homem e a mulher, ao estabelecer o conceito de entidade familiar; a proteção e a preservação da unidade familiar, ao estimular a adoção de políticas de assistência que levem às residências e às unidades de saúde públicas profissionais capacitados à orientação das famílias”. Avôs, tias, primos, agregados? Deixa para lá. Não tem importância nenhuma.

Me diziam durante a infância que a Igreja Cristã Evangélica seria uma benção para o Brasil. Está sendo o contrário. Estamos na Idade Média e alguns fazem festa. Triste.

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