Papa Francisco confrontou parte dos evangélicos com atitudes. O recado será assimilado?

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Desde que me conheço por gente frequento uma igreja evangélica. Fui ensinado a valorizar apenas os atos, medidas e atitudes das denominações protestantes e desprezar toda e qualquer iniciativa oriunda dos católicos. Lógico, a vida comprovou tal teoria uma grande furada. Lembro que por diversas vezes, minha finada mãe tinha uma resposta na ponta da língua que recriminavam sua relação fraterna com vizinhos e companheiros de trabalho católicos: “Meu querido, no dia do juízo final teremos muitas surpresas e tenho certeza de que muitos, mas muitos católicos estarão conosco, pois amam a Cristo tanto quanto a nós”. Sábia mulher.

E o ano de 2013 trouxe um horizonte diferenciado com a chegada de Papa Francisco ao Vaticano. Suas atitudes, posturas e frases deveriam servir de reflexão a todo e qualquer evangélico brasileiro com desejo de atender e olhar para os mais pobres.

Dou aqui apenas dois exemplos:

“Os direitos humanos são violados não só pelo terrorismo, a repressão, os assassinatos, mas também pela existência de extrema pobreza e estruturas econômicas injustas, que originam as grandes desigualdades”.

Quer outra? “Posso dizer que as alegrias mais belas e espontâneas que vi ao longo da minha vida, são as alegrias de pessoas muito pobres que têm pouco a que se agarrar”

Não há menções a jatinhos, mansões, riquezas, luta por poder. Papa Francisco direciona, mesmo que lentamente, a Igreja Católica aos mais pobres.

Alguns líderes evangélicos brasileiros dizem que a postura do Papa é hipócrita diante da riqueza do Vaticano. Só que esses mesmos pastores são os primeiros a usar o púlpito na defesa de uma vida de extrema prosperidade e sem se importar com o próximo. Esquecem de um preceito básico: a salvação é individual, mas o evangelismo e a prática do amor e da solidariedade são atitudes e sentimentos coletivos.

Papa Francisco ganhou projeção para dizer o óbvio: um mundo melhor é um lugar com Cristo no coração sim, mas com diminuição da desigualdade social. Até quando boa parte da Igreja Evangélica Brasileira fechará os olhos para algo tão simples?

1 COMMENT

  1. Fazendo perguntas, a quem quiser responder.

    Pergunta. O que leva as pessoas a acreditarem na Bíblia sagrada com tanta convicção?

    Pergunta, sem a Bíblia seria impossível a humanidade ter o progresso que teve até hoje?

    Pergunta, se toda a humanidade bitolasse somente na Bíblia para adquirir conhecimentos, teríamos tido o mesmo progresso?

    Pergunta, as pessoas que acreditam na Bíblia tem de fato um conhecimento profundo da historia da humanidade no que tange religiões?

    Pergunta, Os adeptos da Bíblia sabem que são 40 autores que a escreveram em um período de 1.600 anos?

    Pergunta. Com tantos autores e um período tão extenso, não seria possível ter entre eles alguns falsos profetas?

    Pergunta, em um período de 1.600 anos sem nenhum meio de comunicação como foi possível fiscalizar ou comprovar que os escritos eram autênticos?

    Pergunta, Os adeptos da Bíblia sabem que naquele tempo a maioria das pessoas eram analfabetas e com poucos conhecimentos?

    Pergunta, Existe algum religioso que após ler toda a Bíblia virou ateu ou agnóstico?

    Pergunta, Existe algum ateu ou agnóstico, os quais lendo a Bíblia se converteram em religiosos?

    Pergunta. Os adeptos da Bíblia sabem que 65% da humanidade não acreditam em tal livro?

    Pergunta, Os adeptos da Bíblia sabem que não é democrático criticar 65% que não acreditam, pois na democracia a maioria deve prevalecer?

    Pergunta, os partidários da Bíblia quanto ao criacionismo, já estudaram com profundidade o evolucionismo para tirarem suas dúvidas, ou são proibidos de fazê-lo?

    Pergunta, há algum cristão que tem convicção que segue a risca os preceitos de Cristo?

    Pergunta, há algum cristão que acha fácil seguir os preceitos do mestre?

    Pergunta, há algum religioso que sabe que é melhor não seguir nenhuma religião do que segui-la com falsidade?

    Pergunta, há algum religioso que descobriu Deus sozinho, sem a ajuda no inicio dos seus pais e depois dos teólogos?

    Pergunta, os cristãos sabem que se eles tivessem nascido em pais islâmico eles seriam adeptos de Maomé?

    Pergunta, os religiosos sabem que seguir uma ou outra religião quando crianças depende do país onde nascemos, e não da nossa escolha?

    Pergunta, os religiosos sabem que quando nascemos nossos pais nos rotulam com a religião que eles professam?

    Pergunta, os religiosos sabem que no passado houve vários deuses, os quais foram transformados até em piadas para os seguidores de um Deus mais recente?

    Minha resposta, todos nós temos o direito de seguir o caminho que quisermos, mas devemos nunca se esquecer de observar o caminho com muita atenção para não sermos ludibriados e levados ao fanatismo, porque o fanatismo é o bloqueio da nossa inteligência, pois o fanático não tem mais vontade própria ele e guiado por terceiros que os manipulam a seu bel prazer.
    Paulo Luiz Mendonça.

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