Palmeiras, uma confusão constante…

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O Palmeiras toma todas as medidas necessárias para continuar gigante no futebol brasileiro. Tem um técnico de ponta (Felipão), jogadores de qualidade (Kleber e Valdivia) e dirigentes apaixonados pela agremiação, como Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo. A colheita, infelizmente, se resume a eliminações na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista. Protestos de torcedores e desconfiança da mídia parecem ser previsíveis. O que acontece?

Em primeiro lugar, vamos ao senso comum: o time do Palmeiras é ruim e está abaixo dos demais. Consegue equiparar-se ao adversário quando transpira e dedica-se a marcação. Posteriormente, coloca as esperanças nos pés de Kleber e Valdivia. Mas não espere toque de bola de um meio-campo formado por Marcos Assunção, Márcio Araújo, Patrick e Lincoln. É fraco demais. Para piorar o quadro, as opções de banco mostram-se decepcionantes e sem inspiração. Sejamos francos: Felipão faz milagre.

Por outro lado, é nítido que existem problemas de relacionamento no elenco. Marcos dispara no primeiro revés. Panelinhas são reveladas pela imprensa e vilões são destacados, como o goleiro Deola. E para completar, a politica atrapalha o clube. O atual grupo que venceu as eleições vive sob a sombra de Mustafá Contursi. O ex-presidente não tem poder de fato, mas sua ascendência parece infinita e atrapalha o desenvolvimento de medidas modernizantes no clube. Vide o imbróglio para assinar um simples contrato de seguro para a Arena. Mustafá pode nem falar sobre o tema com Tirone, mas suas conversas de bastidores dificilmente devem escapar de condenar um acordo firmado com o desafeto Luiz Gonzaga Belluzzo. Resumo da ópera: ou o Palmeiras promove uma reformulação de nomes e conceitos ou corre sério risco de sofrer no Campeonato Brasileiro.

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